Um Homem Sério (2009)

Crítica:

Sem sentido, confuso, irritante e um filme que não vai a lugar algum. Uma completa decepção, principalmente vindo das mãos dos irmãos Cohen.

Difícil de digerir. Talvez seja a melhor frase que possa simbolizar a completa decepção que é “Um Homem Sério”. Monótono, lento, irritante, entediante e principalmente um filme que parece não sair do lugar, desde primeiros minutos o filme parece empacado, não contém um clímax, as piadas se existem são fraquíssimas e a introdução do filme, tão sem sentido quanto o resto do filme. Essa grande bola fora dos irmãos Cohen, pode ser classificado como o pior trabalho de suas carreiras.

Uma incrível surpresa, e nesse caso uma péssima surpresa, os irmãos, Ethan Cohen e Joel Cohen que já dirigiram ótimos filmes, tanto de comédia como dramas, o recente “Queime Depois de Ler” é uma excelente comédia, com um estilos diferente onde os irmãos partem para o humor negro, um gênero diferente porém mais eficiente do que as tradicionais comédias pastelões. Nessa sua nova produção os irmãos Cohen também partem desse pressuposto, porém incrivelmente em “Um Homem Sério” nada dá certo, poucas cenas são capazes de nos proporcionarem risadas, ou mesmo como um filme ele não apresenta coerência, o único mérito do filme é sem dúvida á ótima de atuação de Michael Stuhlbarg.

O filme começa em uma cena fora do contexto, demonstrando um homem que convida um senhor para tomar chá em sua casa, chegando lá o senhor se apresenta para a esposa do camponês, espantada a mulher explica que este senhor já está morto. Tão estranho quanto essa cena, o filme caminha na mesma linha. Se passando no ano de 1967 um professor universitário, Larry Gopnik (Michael Stuhlbarg) sente que sua vida está prestes a melhorar, com um casamento normal e um emprego prestes a ganhar estabilidade, porém com a chegada de seu irmão doente em casa, acaba se aliando a mais algumas situações, causando o fim de seu casamento, indo morar em um hotel com seu irmão ele está prestes a ver consagração de seu filho mais novo, ele ire se “batizar”, sua família é judaica. Por incrível que pareça o filme vai nessa levada do começo ao fim.

A fotografia do filme é uma das poucas coisas que se sobre saem nessa trama, com fotogramas adequados principalmente a época retratada os irmãos Cohen, principalmente nesse quesito se saem bem. Porém todos os outros quesitos técnicos são fracos, uma montagem simplista e uma trilha sonora escassa também não ajudam em absolutamente nada.

Michael Stuhlbarg é uma ótima revelação realiza um excelente trabalho, carismático, irônico e se expressando bem Stuhlbarg que só havia realizado o filme “Cinzas de Guerra” do diretor/ator Tim Blake Nelson, mas isso somente em 2001, em um completo esquecimento Stuhlbarg volta ao cinema realizando um trabalho coerente e irônico. A atuação de Stuhlbarg lhe rendeu a indicação ao Globo de Ouro de Melhor Ator de Comédia ou Musical, categoria vencida por Robert Downey Jr. (“Sherlock Holmes”).

Difícil continuar resenhando sobre um filme que não apresenta desenvolvimento desde seu começo, o que mais decepciona é que este trabalho veio das mãos dos irmãos Cohen, os diretores que já realizaram ótimos trabalho como o premiado “Onde os Fracos Não Têm Vez” e “Fargo – Uma Comédia de Erros”, ambos lhe renderam Oscar de melhor Roteiro.

O mais incrível é que “Um Homem Sério” parece ter sido bem aceito pela crítica, surpreendentemente o filme foi indicado ao Oscar de Melhor Filme e também para Melhor Roteiro. Inexplicável.
Provavelmente o fãs mais adeptos da dupla Cohen irá gostar ou ao menos simpatizar com o filme, mas estes devem reconhecer, que o nível caiu e muito.

Talvez quando diretores chegam ao topo comecem a digamos dar uma relaxada. Esperamos que não tenha ocorrido isso com os irmãos Cohen, pois o cinema precisa de talento, e em “Um Homem Sério” todo talento da dupla foi desperdiçado ou mal utilizado. Uma grande decepção.

Nota: 3,5


5 comentários Adicione o seu

  1. Victor Tavares disse:

    Cara, era mais fácil você ter dito que não entendeu o filme, porque a introdução está totalmente introduzida no contexto do filme. E esse filme não é uma comédia tradicional aonde as ações que causam o humor, e sim as situações, o que para alguns, pode causar estranheza e decepção, o que parece ter sido seu caso. 🙂

    1. Filipe Ferraz disse:

      Bom cara para minha não teve nexo nenhum, e eu deixei bem claro isso….
      Caso realmente tenha alguma ligação com o filme, para MIM não ficou claro, então para MIM, o filme é fraco….

      Bom mas sem problemas discordar…

      Visite sempre o blog, Abraços!!!

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