2009, Cinema, Críticas

Zumbilândia (2009)

Crítica:

Hilário e sangrento “Zumbilândia” é uma excelente comédia sobre zumbis que desponta no começo desse ano.

É complicado se achar boas comédias nos últimos tempos. Em meio á avalanches de comédias sem um pingo inteligência “Zumbilândia” aparece como um ótimo programa, tanto para amantes de filmes engraçados como amantes de filmes de zumbis e principalmente sangrentos. É de se ressaltar que o filme não é nenhuma obra-prima com roteiro primoroso e etc… Mas é se exaltar que ele não promete nada disso, o que ele se propõe a fazer e consegue com êxito, é: Divertir e ser um belo passatempo.

A comédia sangrenta ganha vida graças á ótima direção do novato Ruben Fleischer, o diretor totalmente desconhecido realiza seu primeiro filme que com certeza lhe abrirá inúmeras portas futuramente. Fleischer tem como êxito maior escolher um adolescente (Jesse Eisenberg) para protagonizar o filme. Vejamos! Só agora eu já citei três modos de se chamar o público: Filme de comédia, zumbis e adolescentes. Fazendo uma baita de uma mistureba Fleisher consegue realizar um trabalho original e ao mesmo tempo hilário. Ponto para o novato.

A trama do filme se passa quando o mundo foi totalmente devastado por zumbis – a tal Zumbilândia – restando apenas alguns sobreviventes do massacre feito pelos mortos-vivos o desespero toma conta de todos. Entre as únicas pessoas restantes somos apresentados á Columbus (Jesse Eisenberg) que em toda sua vida sempre se escondeu das pessoas, ficando em casa o tempo todo jogando vídeo-game e sonhando para que uma linda garota apareça em sua vida, tendo uma vida completamente banal. Columbus que morava distante de seus pais ainda tem esperança que eles estejam vivos e parte a procura deles. Em meio a esse trajeto ele encontra o valentão Tallahassee (Woody Harrelson) que tem como maior especialidade exterminar zumbis. Ainda se juntam aos dois, Wichita (Emma Stone) e Litlle Rock (Abigail Breslin).

A narrativa dada por Fleisher é muito original e eficiente em seu efeito. O diretor coloca como interlocutor do filme o jovem Jesse Eisenberg que começa a relatar essa aventura vivida pelos personagens. Com um livrinho de regras Columbus vai nos dando “dicas” de como não ser morto por um zumbi. Entre elas: “Não tente ser um herói”, “Possua um ótimo condicionamento físico”, “Acerte duas vezes para se ter certeza de que o morto-vivo está morto”, “Aperte o cinto de segurança”. Regras ao certo ponto engraçadas, mas em muitos casos verdadeira.

A maquiagem utilizada por Ruben Fleisher para caracterização dos zumbis e também nas pessoas atacadas por eles é sensacional. Aterroriza em certos pontos, mas diverte em certas partes do filme (jamais foi visto um palhaço-zumbi). Essa alternância de terror/comédia são as marcas registradas do filme

Se aliando ainda á toda parte técnica de “Zumbilândia” temos a bela escolha do elenco. O carisma do jovem ator Jesse Eisenberg e todo seu sarcasmo se encaixam perfeito no adolescente Columbus que muito fechado vive em busca de um grande amor e é abalado pelas dúvidas existentes nesse período da adolescência. Muito mais do que estar fugindo dos zumbis Columbus sempre fugiu das pessoas, porém agora vendo que toda sua vida foi desperdiçada ele vai em busca da felicidade, mesmo estando cercado por zumbis. O ator que sempre havia feito papéis secundários como em “A Caçada” e “A Lula e a Baleia” convence como protagonista do filme.

A participação especial de Bill Murray no papel do próprio ator é hilária, sem sombra de dúvida ver Murray com uma piruca e com a cara toda borrada de uma tinta branca toda desbotada é divertidíssimo. A participação do ator já consagrado está entre os momentos de maiores gargalhadas.

Emma Stone também muito desconhecida realiza um performance apenas normal, é o rostinho bonito que todos filmes prezam por ter. Ainda temos no elenco a xodozinha de Hollywood, Abigail Breslin que despontou com o filme “Pequena Miss Sunshine” e “A Ilha da Imaginação”. Apesar das duas apresentarem papéis coadjuvantes no filme conseguem realizar um trabalho regular.

Mas o que realmente deve ser exaltado de pé é a atuação de Woody Harrelson. O americano de 48 anos já está a um bom tempo na estrada cinematográfica, Harrelson ganhou notoriedade com seus ótimos trabalhos em “Assassinos por Natureza” e “O Povo Todo Contra Larry Flynt” – no qual ele foi indicado ao Oscar de Melhor Ator no ano de 1996 -. Depois de um total esquecimento da mídia – onde o ator realizou apenas filmes medianos – Harrelson voltou com tudo em “Onde os Fracos Não Têm Vez”, posteriormente ele se tornaria a única coisa boa no horrível “2012” e realizaria o ainda inédito no Brasil, “The Messenger”, no qual Woody Harrelson foi indicado ao Globo de Ouro 2010 como Ator Coadjuvante.

Tendo um olhar mais crítico obviamente o roteiro de “Zumbilândia” não é nada primoroso, talvez tenha faltado um pouco mais de experiência a Ruben Fleisher para evitar alguns deslizes. Mas vejamos isso é normal! É complacente que um novato diretor cometa erros desse tipo, porém o que deve ser salientado é a originalidade do ator, mesmo sendo como eu citei anteriormente um filme de comédia e de zumbis, percebemos que ele é diferente, seja pelo foco narrativo, seja pelo carisma dos personagens….. Talvez não haja um ponto crucial para justificar o apreço que eu tive sobre essa comédia.

Sangrento e engraçado “Zumbilândia” é sem dúvida alguma diversão garantida.
Pegue um bloquinho e comece a anotar as dicas para escapar dos mortos-vivos soltos por aí.

Nota: 7,5


2 comentários em “Zumbilândia (2009)”

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