2009, Cinema, Críticas

Bastardos Inglórios (2009)

Crítica:

Uma obra-prima do cinema! Quentin Tarantino entrega seu trabalho mais perfeito.

Um dos cineastas mais aclamados de Hollywood, Quentin Tarantino prometeu e cumpriu. Ele realizou sua obra-prima. Sendo um dos diretores que mais ganha adeptos nos último tempos, Tarantino faz uma verdadeira paródia com um fato histórico. Roteiro espetacular e uma atuação sublime de Christoph Waltz são o destaque do melhor filme de 2009.

Se em 1994 sua outra obra-prima “Pulp Fiction – Tempo de Violência” teve que batalhar pelo Oscar com o ótimo filme fantasioso que foi “Forrest Gump – O Contador de Histórias” esse ano ocorrerá a mesma coisa. O espetacular “Bastardos Inglórios” terá a dura missão de concorrer com o também fantasioso “Avatar” de James Cameron.

O filme já começa com uma das melhores introduções na historia do cinema “Era uma vez…………… na França ocupada pelos nazistas” é o ano de 1941 e o coronel nazista Hans Landa (Christoph Waltz) nos proporciona uma cena fantástica! São vinte minutos de conversa, mas que lhe prendem em todos segundos, em todas palavras pronunciada por Christoph Waltz.

O filme se passa no período da Segunda Guerra Mundial, onde a França era ocupada pela Alemanha nazista, mas o toque especial e ousado que Tarantino coloca em sua obra, é um gênero muito comum na literatura, é chamado de realidade alternativa, onde se utiliza um fato histórico, porém com alguma modificação tanto ideológica quanto física.
É com esse pensamento que surgem os “Bastardos”, um grupo de soldados judeus, comandados pelo Tenente Aldo Reine (Brad Pitt), e que tem como principal função e desejo matar e torturar nazistas.

Paralelamente a história dos Bastardos somos apresentados a Shosanna (Mélanie Laurent), que ainda quando criança teve toda sua família executada pelo Coronel Hans Landa (Christoph Waltz) que recebeu o nada simpático apelido de “Caçador de Judeus”.
Vivendo disfarçada na França, Shosanna possui um cinema. É quando os nazistas gravam um filme sobre o soldado Fredrick Zoller (Daniel Bruhl), considerado um herói nos campos de batalha, e desejam rodar este filme no cinema de Shosanna. É a oportunidade perfeita para Shosanna vingar sua família, o plano é seguinte: Incendiar todo o cinema, lotado de nazistas e todo o Terceiro Reich alemão, inclusive Adolf Hitler.

Sabendo da exibição do filme, os Bastardos com a ajuda da atriz Bridget von Hammersmark (Diane Kruger) planejam se infiltrar no cinema e matar Hitler. Detalhe que ambos não sabem dos planos dos outros.

O Coronel Hans Landa ganha vida graças a magistral atuação de Christoph Waltz, o ator de já 53 anos tem sua primeira

participação em um filme. E que atuação…. O ator foi brilhante, consegue ser sarcástico, simpático, falando fluentemente quatro idiomas diferentes, um monstro, me arrisco a dizer que ele foi o responsável pela melhor interpretação do ano.
Waltz é sem dúvida o favorito para qualquer premiação que venha a ter, ele já venceu o Globo de Ouro como Melhor Ator Coadjuvante e é o favorito para vencer o Oscar.

Brad Pitt também tem um papel fundamental, além obviamente dele ter a incrível capacidade de chamar o público, o ator é um galã que por onde passar, o filme que ele fizer terá um “audiência” superior que se fosse um outro qualquer. Mas ele não é isso por acaso, Pitt consegue mostrar em “Bastardos Inglórios” uma sintonia incrível com o filme, é só prestar atenção quando ele está em segundo plano, as careta que Aldo Reine faz são hilárias. O sotaque totalmente forçado – propositalmente – também é muito bom.

Mudando um pouco o seu estilo Tarantino acerta em cheio, acostumado a uma montagem não linear do filme, “Cães de Aluguel” e o próprio “Pulp Fiction – Tempo de Violência” se utilizam desta técnica, dessa vez ele estabelece um linha retilínea de pensamento e a segue com segurança e maestria. A fotografia do filme também pode ser colocada como uma das melhores do ano, retratando fielmente o cenário do período da Segunda Guerra Mundial, esse é mais um dos pontos positivos que podemos destacar. Apesar de não tão boa quanto as outra a trilha-sonora de Ennio Morricone também é excelente.

Mais do que ficar ressaltando as atuações e parte técnica de “Bastardos Inglórios” devemos louvar a criatividade de Quentin Tarantino, assim como em 1992 onde as idéias eram escassas e o então atendente de locadora nos proporcionou o ótimo “Cães de Aluguel”, dando um gás na indústria norte-americana, aqui com os Bastardos ele demonstra mais uma vez ser original, dando um basta em filmes iguais e atolados de clichê, Tarantino prova mais uma vez ser diferenciado.

Não vá assistir “Bastardos Inglórios” pensando em aprender um pouco sobre história, vá ao cinema se divertir, se impressionar e bater palmas ao melhor filme de 2009.

Nota: 10,0


4 comentários em “Bastardos Inglórios (2009)”

  1. Desde Cães de Aluguel, Tarantino nunca me decepcionou. Transformou a violência num humor saudável. Quase um Fargo (humor negro excelente) dos Irmãos Cohen.

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