Especial: “Alice no País das Maravilhas”

Um dos filmes mais esperados do ano, “Alice no País das Maravilhas” estréia em versão 3D no dia 26 de Abril em todo território brasileiro.

2010 promete! Com superproduções agendadas para aterrissar em território brasileiro neste ano, o público mais do que nunca terá inúmeras opções de entretenimento vindo das telas do cinemas, entre elas toda magia da super franquia Harry Potter que terá nesse ano seu primeiro ato final: “Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte I”, Tony Stark voltará em ação novamente com “Homem de Ferro II”, Russel Crowe viverá o justiceiro “Robin Hood” e a volta de “Toy Story 3”. Mas o que promete abalar toda indústria cinematográfica é a adaptação do clássico desenho da Disney, “Alice no País das Maravilhas”.
Faremos aqui uma análise dessa obra tão famosa que terá agora sua chance com pessoas reais.

● Lewis Carrol

Era o ano de 1862, o jovem Charles Lutwidge Dodgson (que ficou conhecido como Lewis Carrol) passeava de barco com sua amiga Alice Liddell de dez anos e suas duas irmãs. Se adentrando pelo rio Tamisa, Charles começou a contar uma linda história. Deslumbrada com a história Alice lhe pediu que escrevesse um conto.

Alice Liddell, a inspiração de Charles para realizar sua obra.

Ainda em sua infância Carroll mostrava toda sua imaginação e personalidade. Carroll brincava com marionetes e utilizava técnicas de ilusionismo, perdurando essa mania durante toda sua vida, onde sempre gostou de fazer passes de mágica, entre estas a de modelar um camundongo com um lenço e em seguida faze-lo pular misteriosamente com a mão. Carroll sempre esteve muito ligado com as crianças de seu vilarejo, passava seu tempo ensinando-as a fazer barquinhos de papel e também pistolas de papel que estalavam ao serem vibradas no ar. Mesmo depois de descobrir outra paixão, a fotografia, Carroll continuou sua magia com as crianças, agora porém se especializou em retratos tanto das crianças como de pessoas famosas, compondo suas imagens com notável habilidade e bom gosto.

Carrol era apaixonado por vários tipos de jogos, tanto que inventou um grande número de enigmas, jogos matemáticos e de lógica; gostava de teatro e era freqüentador de ópera, e manteve uma amizade por toda a vida com a atriz Ellen Terry.

Obviamente toda é sua ligação com crianças acabou dando pano pra manga e trazendo inúmeras polêmicas. Principalmente depois que Carroll protagonizou uma de suas frases mais marcantes era “Gosto de crianças, exceto meninos”.
Quando tinha oportunidade gostava de desenhar ou fotografar meninas seminuas, com a permissão da mãe. “Se eu tivesse a criança mais linda do mundo para desenhar e fotografar”, escreveu, “e descobrisse nela um ligeiro acanhamento, por mais ligeiro e facilmente superável que fosse de ser retratada nua, eu sentia ser um dever solene para com Deus abandonar por completo a solicitação”.

Por temor que estas imagens desnudas criassem embaraços para as meninas mais tarde, pediu que após a sua morte fossem destruídas ou devolvidas às crianças ou a seus pais. Quatro ou cinco fotos ainda sobrevivem. Uma delas é possível encontrar no livro “Pleasures Taken – Performances of Sexuality and Loss in Victorian Photographs” da autora Carol Mavor. Na página 12 do livro é possível encontrar a foto da menina Evelyn Hatch, 1878 (fotografada totalmente nua) como também referências ao trabalho fotográfico de Lewis Carroll.

Em outro livro intitulado “Cartas às suas amiguinhas” da editora Sette Letras, o conteúdo das cartas de Lewis Carroll às meninas com quem ele se relacionou é analisado de forma fria e racional e revela uma intimidade fora do comum entre Lewis e as meninas que ele fotografou.

● O Livro.

Foi então impulsionado pelo incentivo de sua amiga, que Lewis Carrol em 1864 realizou o primeiro manuscrito intitulado de “Alice’s Adventures Underground” ou “As Aventuras de Alice Embaixo da Terra”. Mais tarde ele decidiu publicar o livro e mudou a versão original, aumentando de 18 mil palavras para 35 mil, notavelmente acrescentando as cenas do Gato de Cheshire e do Chapeleiro Louco (ou Chapeleiro Maluco).

Ilustração da primeira edição de "Alice no País das Maravilhas".

A tiragem inicial de dois mil exemplares de 1865 foi removida das prateleiras, devido a reclamações do ilustrador John Tenniel sobre a qualidade da impressão. A segunda tiragem esgotou-se nas vendas rapidamente, e a obra se tornou um grande sucesso, tendo sido lida por Oscar Wilde e pela rainha Vitória e tendo sido traduzida para mais de 50 línguas.

Em 1998, a primeira impressão do livro (que fora rejeitada) foi leiloada por 1,5 milhão de dólares americanos.

Essa obra foi fundadora de um novo jeito de história, o surrealismo, e tem uma enorme importância literária, sendo uma história aparentemente infantil, porém com uma mensagem subliminar que poucos conseguem compreender.

“Alice no País das Maravilhas”, juntamente com sua continuação, “Alice através do Espelho”, são obras que influenciam diversos autores, e muito apresentado nas novelas gráficas, como “A Liga Extraordinária”, de Alan Moore e “Sandman”, do Neil Gaiman.

O livro pode ser interpretado de várias maneiras. Uma das interpretações diz que a história representa a adolescência, com uma entrada súbita e inesperada (a queda na toca do coelho, iniciando a aventura), além das diversas mudanças de tamanho e a confusão que isso causa em Alice, ao ponto de ela dizer que não sabe mais quem é após tantas transformações (o que se identifica com a psicologia adolescente). Também é possível dizer que a obra faz referências a questões de lógica e à matemática, matéria que Carroll lecionava. Um exemplo é o debate que Alice faz com o Chapeleiro e a Lebre de Março sobre relações inversas (o Chapeleiro argumenta que ver o que se come não é o mesmo que comer o que se vê). Carroll também faz referências à língua francesa, como no capítulo 2, onde Alice se comunica com um camundongo em francês, perguntando “Où est ma chatte?” (“onde está a minha gata”), o que o deixa assustado. Além disso, no capítulo 4, um criado do Coelho Branco diz que estava cavando maçãs, uma provável referência à expressão que significa “batata” em francês, “pomme de terre”; a tradução literal dessa expressão é “maçã da terra”.

A história de Alice você pode acompanhar aqui:

http://www.alfredo-braga.pro.br/biblioteca/alice.html

● Disney.

Observando todo o sucesso que a obra de Lewis Carroll vinha tomando o diretor Clyde Geronimi decide adaptar o livro para as telas do cinema. O diretor americano que em 1950 havia deslumbrando a crítica com a animação “Cinderela” dessa vez teria a difícil missão de colocar nos cinemas uma obra tão respeitada e amada pelo público. Se unindo novamente a Wilfred Jackson e Hamilton Luske – que também dirigiram “Cinderela” eles produzem um dos maiores clássicos do cinema: “Alice no País das Maravilhas”.

Obviamente a qualidade da animação era surpreendente para época, originalmente de 1951, a história de Alice agora nas telas do cinema encantaram com a mesma proporção todo público. Uma das coisas que mais se destacaram na produção de Geronimi foi a trilha sonora de “Alice no País das Maravilhas”, assim como na maioria dos trabalhos da Disney, as trilhas das animações se sobre saem e encantam pela sua beleza e composição. A Disney ainda conseguiu trazer nomes como Verna Felton (“Almas Desesperadas”) , Ed Wynn (“O Diário de Anne Frank”) , Sterling Holloway (“Meu Adorável Vagabundo”) , Richard Haydn (“A Noviça Rebelde”) e Kathryn Beaumont ( protagonizando Alice) todos fazendo dublagens.

A trilha sonora de Alice:

– Very Good Advice
Escrita por Bob Hilliard e Sammy Fain.
Interpretada por Kathryn Beaumont.

– In a World of My Own
Escrita por Bob Hilliard e Sammy Fain.
Interpretada por Kathryn Beaumont.

– All in a Golden Afternoon
Escrita por Bob Hilliard e Sammy Fain.
Interpretada por Kathryn Beaumont e chorus.

– Alice in Wonderland
Escrita por Bob Hilliard e Sammy Fain.
Interpretada por chorus.

– The Walrus and the Carpenter
Escrita por Bob Hilliard e Sammy Fain.
Interpretada por Pat O’Malley.

– The Caucus Race
Escrita por Bob Hilliard e Sammy Fain.
Interpretada por Bill Thompson e chorus.

– I’m Late
Escrita por Bob Hilliard e Sammy Fain.
Interpretada por Bill Thompson.

– Painting the Roses Red
Escrita por Bob Hilliard e Sammy Fain.
Interpretada por The Mellomen.

– March of the Cards
Escrita por Bob Hilliard e Sammy Fain.

– Twas Brillig
Escrita por Don Raye e Gene de Paul.
Interpretada por Sterling Holloway.

– A Very Merry Un-birthday (The Un-birthday Song)
Escrita por Mack David, Al Hoffman e Jerry Livingston.
Interpretada por Ed Wynn e Jerry Colonna.

– We’ll Smoke the Blighter Out
Escrita por Oliver Wallace e Ted Sears.
Interpretada por Bill Thompson.

– Old Father William
Escrita por Oliver Wallace e Ted Sears.
Interpretada por Pat O’Malley.

– A E I O U
Escrita por Oliver Wallace e Ted Sears.
Interpretada por Richard Haydn.

– I’m Odd
Escrita por Bob Hilliard e Sammy Fain.
Interpretada por Sterling Holloway.

– Beyond the Laughing Cloud
Escrita por Bob Hilliard e Sammy Fain.
Interpretada por Kathryn Beaumont.

● A Chegada ao Brasil.

No Brasil o filme teve duas dublagens, a original feita nos anos 50 no estúdio Continental Discos, e uma segunda feita nos anos 90 na Herbert Richers sob encomenda do SBT. Alguns nomes receberam traduções diferentes em cada dublagem, por exemplo, na Continetal Discos o “Cheshire Cat” recebeu o nome de “Mestre Gato”, e na Herbert Richer foi chamado de “Gato de Cheshire”, que se aproximava mais do nome original do personagem. E também há diferenças entre as falas, como o poema recitado pelo ratinho na cena do Chá de Desaniversário, na dublagem original ele recita: “Brilha, brilha Morceguinho”, e na segunda: “Sou pequenininho, do tamanho de um botão”. Outra diferença são as músicas cantadas durante o filme, que não foram traduzidas na segunda dublagem. A dublagem original foi lançada em VHS e atualmente em DVD, enquanto a segunda dublagem, só foi exibida apenas no SBT no início dos anos 90, e depois disso acabou sendo substituída pela dublagem original dos anos 50 nas exibições do canal.

Dublagem da Herbert Richers (exibida no SBT nos anos 90):
Adriana Torres (Alice), Cleonir Santos (Coelho Branco), Jomery Pozolli (Dodô), Márcio Seixas (Lagarta), Marco Ribeiro (Gato de Cheshire), Luiz Motta (Foca), Nelly Amaral (Rainha de Copas), Isaac Schneider (Rei de Copas) Isaac Bardavid (Chapeleiro Maluco).

● Tim Burton & Johnny Depp.

[Trecho retirado do site SOS Hollywood em conjunto com a revista SCI-Fi News]

Estamos aqui, dois séculos depois da história original, Tim Burton decide mostrar toda sua alucinação e decide reinventar “Alice no País das Maravilhas”.

Apostando pesado na mistura de tecnologias de filmagem – 3D, Imax, animação e película – Burton conta com seu mais proeminente aliado: Johnny Depp. Ele é o Chapeleiro Maluco, o homem das charadas sem resposta, o maior de todos os excêntricos, um personagem escrito sob medida para o estilo extremo e brilhante de Depp.

Johnny Depp mais uma vez trabalhará junto com Tim Burton.

Alice no País das Maravilhas marca mais uma dobradinha entre Tim Burton e Johnny Depp (“Edward Mãos de Tesoura” , “Sweeney Todd – O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet” , “A Fantástica Fábrica de Chocolates” e tantos outros] e que deve continuar nos próximos anos. Burton vai dirigir Dark Shadows, cujos direitos pertencem a Depp, estrela natural para essa adaptação de uma novela gótica exibida em 1966, pela ABC. Depp será o vampiro Barnabas Collins. Mas que fruto de um estilo cinematográfico similar, essa proximidade apóia-se numa visão peculiar e alinhada do mundo a sua volta. “Quando começamos a falar sobre o Chapeleiro Maluco, fiz alguns rascunhos e mostrei ao Tim”, comentou Johnny Depp, bem-vestido com um colete listrado sobre uma camisa branca. “Ele tinha feito o mesmo. Bem, preciso dizer que os desenhos eram muito parecidos? (risos)”.
Para Depp, a relação com Burton é algo “que existe, mas não é declarado; uma conexão em termos de compreensão e linguagem própria”. Mas é no lado profissional que as boas piadas surgem: “O melhor de tudo é que ele me empregou umas sete vezes. Estou doido pela oitava e pela nona (gargalhadas). Uma vez estávamos conversando, aí um sujeito ouviu o papo todo e veio falar comigo: ‘não entendi absolutamente nada da conversa, qual era o assunto?’ Não tenho certeza se eu sabia também (risos)”.

Alice no País das Maravilhas é um pouco de tudo para Tim Burton: “nunca vi um filme que realmente gostasse, então resolvi fazer minha versão; faltava ligação emocional com as outras versões. Alice é uma história contínua, não uma simples série de eventos, ou seja, ela não é apenas uma garotinha que fica pulando de cenário maluco para cenário maluco. Há um propósito ali”. Assim como é inevitável não buscar propósito no visual constante da persona de Burton. Usando óculos escuros, com blazer preto, cabelo bagunçado e barba por fazer, parece que minutos separam um encontro recente com o diretor com uma conversa no ano antes. O tempo funciona de forma diferente naquela cabeça criativa… ou seria louca?
Curioso, porém, notar a semelhança do argumento de Burton com o da minissérie Alice, recentemente exibida pelo SyFy Channel: anos depois, Alice precisa retornar ao País das Maravilhas, lugar comandado pela tirania da Rainha de Copas. Muitas cabeças foram cortadas ali e a insanidade reina absoluta.
Loucura parece ser um elemento constante nessa obra, mas em meio ao caos existe certa ordem. Ou razão. Seja ela a manipulação visual obtida com filmagens em 3D, IMax e animação computadorizada, seja ela transferência emocional que cada espectador pode projetar na história. “Cada indivíduo é esquisito nessa história, mas essa esquisitice é relacionável, afinal, todo mundo passa por algo parecido na vida; até que colocamos a cabeça no lugar (risos)”, brinca Burton, que leu Alice no País das Maravilhas quanto tinha cerca de 10 anos de idade.

Dessa vez Tim Burton adentrará no mundo da fantasia de Alice.

Embora a história de Alice seja repleta de camadas, subleituras e trocadilhos, há limites até mesmo para Tim Burton. Um deles é o relacionamento entre o Chapeleiro Maluco e Alice. “Não há nada de sexual ali, ela é uma garotinha!”, em versões anteriores um romance ficou implícito entre os personagens o que, por conseqüência, sugeriria algo além no relacionamento entre Lewis Carroll e Alice Liddell [e suas irmãs], para quem ele inventou a história verbalmente e, mais tarde, escreveria o livro.

Burton tem bastante certeza do que precisa visualmente, ou pelo menos aparenta. Diferente de Robert Zemeckis e sua constante busca pela perfeição virtual, ele filmou tudo misturando 3D e filme tradicional, mas evitou a captura de imagem. “Não gosto dessa ferramenta. Preferi mergulhar na animação pura e complementar com live action; essa mistura faz de Alice no País nas Maravilhas algo novo”, explica Burton. “Essa mistura faz de Alice algo novo, mas como ainda não terminei de descobrir tudo que vai fazer parte dessa novidade (risos), não sei ao certo onde vamos parar; enfim, não gosto da idéia de encher um ator com pontinhos verdes, mas isso não significa que captura seja algo inútil. Cada mídia tem sua utilidade dependendo do objetivo do projeto. Não funciona pra mim”.
Essa é uma das maiores expectativas em torno da obra, afinal, como integrar personagens virtuais como o Coelho Branco, pessoas “normais” como Alice e o Chapeleiro Maluco, e elementos mesclados como a Rainha de Copas e suas cartas. “Helena [Bonhan Carter, esposa do diretor] tem um cabeção, então caiu como uma luva”, brinca Burton. Helena faz as vezes da Rainha Louca. E tem mesmo um cabeção! A personagem, não a atriz. O próprio roteiro faz jus ao conceito de misturar elementos, pois vai assimilar trechos, personagens e acontecimentos de todo o universo que compõe Alice.

“Não posso falar que vou utilizar tudo do Jabberwock, por exemplo; é importante salientar que nada acontecerá de forma linear ou exatamente como descrita no livro”, alerta.

Ainda é cedo para especular se o resultado será tão fantástico como imaginado ou descrito por Depp e Burton. As prévias parecem promissoras, mas de uma coisa podemos ter certeza: Alice no País das Maravilhas será uma mistura completa e ensandecida entre contos de fadas e histórias de terror: “é isso que faz desse gênero algo tão atemporal, não é? Misturar fantasia e medo”, define Burton.

● A Força Visual do 3D.

[Trecho retirado do site SOS Hollywood em conjunto com a revista SCI-Fi News]

As comparações com “Avatar” serão inevitáveis, a produção de James Cameron revolucionou o mundo 3D e agora será parâmetro para todos os filmes que tentaram se arriscar no 3D.

Tim Burton e Mia Wasikowska.

“Alice no País das Maravilhas” sempre esteve nos planos de Tim Burton, fã assumido da história desde a infância.
Revisitar o País das Maravilhas visualmente não é tarefa fácil, mas podemos ter certeza que os principais elementos estarão lá: o Gato de Cheshire, a Lebre de Março, o Chapeleiro Maluco, a Rainha de Copas, as peças de Xadrez da Rainha Branca e o temível Jabberwocky.

Todo esse mundo surreal na mente de qualquer um já pode ganahr proporções maiores e deslumbrantes, agora imaginem na cabeça de Tim Burton.

A mistura do 3D com live action funcionou bem e ajudou a história na maioria dos casos. Única exceção ficando nas mãos do Valete de Copas, interpretado por Crispin Glover (o pai de Martin McFly em “De Volta Para o Futuro”). De forma inexplicável, o personagem – homem “comum”- foi totalmente digitalizado (exceto por sua cabeça) e animado ganhando um movimento desajeitado e artificial. Decisão possivelmente tomada por conta de sua constante integração com seu cavalo – esse sim computadorizado -, entretanto, com resultado negativo. Pelo aspecto positivo, o Coelho Branco está perfeito, assim como Helena Bonham Carter e sua Rainha de Copas, com seu cabeção! A Tea Party (ou Lanche da Tarde, na tradução mais aproximada) também ganhou muito realismo e bela integração entre Johnny Depp (Chapeleiro Maluco), Mia Wasikowska (Alice) e os personagens computadorizados.

Para entender um pouco sobre o efeito 3D você pode acompanhar este artigo:

https://cinemmaster.wordpress.com/2010/03/09/a-tecnologia-3d/

● Processo de Montagem dos Cenários

Luz, câmera, ação!: Mia Wasikowska como Alice foi filmada quase que inteiramente em um estúdio de som com tela verde. Os marcadores da parede atrás dela permitiram que os animadores da Imageworks, mais tarde, calibrassem a profundidade e a colocação dos itens ao seu redor, bem como recriassem movimentos de câmera num ambiente gerado por computador.
Animando os cenários: O departamento de animação criou o ambiente gerado por computador do jardim gigante onde Alice surge pela primeira vez no Mundo Subterrâneo. Ela tem 60 centímetros de altura neste momento da história, por isso as plantas e a parede do jardim parecem diminuí-la.
Finalização: A textura e a iluminação são adicionadas na filmagem final, quando o jardim ganha vida. As folhagens dançam gentilmente com a brisa e, por trás de Alice, os rostos nos centros das flores sinalizam que este não é um jardim inglês qualquer.

● Os Americanos Aprovaram.

A versão da Disney em 3D para o filme “Alice no País das Maravilhas”, de Tim Burton, bateu vários recordes no seu primeiro fim de semana nas bilheterias norte-americanas, vendendo US$ 116,3 milhões em ingressos, divulgou a empresa cinematográfica, neste domingo.

O filme também faturou outros US$ 94 milhões em mais 40 países, acabando com o reinado global de “Avatar” que já persistia por 11 semanas.

O total mundial arrecadado por “Alice” foi estimado em US$ 210,3 milhões e a produção ainda não estreou em cerca de 40% do mercado internacional.

A Disney disse que a estréia foi melhor que o esperado nos Estados Unidos e Canadá, batendo recordes se levada em conta, inclusive, a época do lançamento: em março e no primeiro trimestre.

Filme já está á duas semanas no topo da bilheteria norte-americana.

“Alice” também teve o melhor desempenho de um filme que não faz parte de uma sequência e estabeleceu uma nova referência para os títulos em 3D e Imax. Além disso, o filme é a melhor estreia do diretor Tim Burton, superando o a arrecadação inicial de US$ 68,5 milhões registrada pelo remake de “O Planeta dos Macacos” (2001).

Especialistas da área previam um fim de semana de estreia com faturamento acima dos US$ 75 milhões para a arrojada reinvenção do clássico de Lewis Carroll. Lembrando que o último filme a atingir esse nível foi “Avatar”, que faturou US$ 77 milhões na estreia em dezembro.

No longa de Burton, Johnny Depp interpreta o Chapeleiro Maluco, enquanto a atriz australiana Mia Wasikowska dá vida a Alice. Helena Bonham Carter e Anne Hathaway são a Rainha de Copas e a Rainha Branca, respectivamente.

As avaliações sobre o filme foram mistas, com os críticos mais entusiasmados com o esplendor visual do filme do que com a sua essência narrativa.

https://cinemmaster.wordpress.com/alice-no-pais-das-maravilhas-de-tim-burton-lidera-bilheteria-global/

● Estréia no Brasil.

Infelizmente como sempre os filmes demoram para aterrissar em território brasileiro,e quando chegam são somente em alguns cinemas, acredito que não será o caso de “Alice no País das Maravilhas” principalmente pelo sucesso vindo lá de fora.

O elenco de contará com Johnny Depp, Anne Hathaway, Michael Sheen, Alan Rickman, Mia Wasikowska, Helena Bonham Carter.

O filme chegará ao Brasil no dia 26 de Abril, você pode conferir o trailer aqui:

Fique por dentro no CineMMaster, assim que lançado postarei uma crítica do filme e espero que todos gostem.

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por Filipe Ferraz

Fontes:

http://www.soshollywood.com.br/tag/especial-wonderland/

6 comentários Adicione o seu

  1. Olá Filipe, como vai?

    Muito legal a iniciativa de juntar tantas informações num artigo só. Gostei mesmo.

    Queria te pedir um favor, poderia colocar um link para as matérias do SOS Hollywood (http://www.soshollywood.com.br/tag/especial-wonderland/) Você se deu ao trabalho de citar a fonte e isso é fundamental, mas dar o link também é legal para que seus leitores também conheçam a fonte. 😀

    A Wikipedia e o Uol não precisam de divulgação, o SOS sim! pq é independente e pequenino! hehe

    Abraço,
    Fábio Barreto
    http://www.soshollywood.com.br

    1. cinemmaster disse:

      Pode deixar, já estarei disponibilizando o link do site…

      Abraços!!!

  2. Fiocu muito bom! Excelente matéria!

    1. cinemmaster disse:

      Opa muito obrigado….

      Comente sempre que possível =)

  3. anonimo disse:

    olá felipe isso tudo que vc escreveu ficou otimo mas uma pergunta
    Qual a Semelhança e diferença do filme e o livro alice no pais das maravilhas

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