2009, Cinema, Críticas

2012 (2009)

O que esperar de um filme de Roland Emmerich? Mais uma catástrofe de filme em seu currículo. Muita pirotecnia e pouca inteligência.

“Eu não uso mais fraldas”. Essa frase só pode ter sido uma grande indireta da garotinha Morgan Lily para o péssimo diretor Roland Emerich, que mais uma vez realiza um filme catástrofe, ou melhor dizendo, uma catástrofe de um filme.

Se você estiver a fim de observar filmes catástrofes, com certeza Roland Emmerich estará nas listas dos mais procurados. O diretor se notabilizou em produzir filmes demonstrando o fim do mundo, e ficou claro que eu não sou nem um pouco fã de seu trabalho, vou explicar o porquê disto. Vamos então observar sua filmografia: Em 92, Roland produz o ridículo “Soldado Universal” com Jean-Claude Van Damme, ele ainda iria produzir os bizarros “Stargate” e “Godzilla”. Mas Roland ganhou projeção quando dirigiu “Independence Day” com Will Smith e Bill Pulman, um filme muito fraco, onde o presidente dos Estados Unidos salva o mundo. Talvez os únicos filmes razoáveis da carreira de Roland sejam “O Dia Depois de Amanhã” e “O Patriota”, mas que ficaram ofuscados graças ao seu trabalho posterior, o medonho “10.000 A.C.”. Então analisando a filmografia de Roland Emmerich, o que se esperar de “2012”? Um filme catástrofe, que sirva única e exclusivamente como entretenimento, aqui ele tem a proeza de nem isso conseguir.

Você apaixonado pela cultura Maia, é melhor passar longe de “2012”, aqui o filme parte da premissa que o calendário da civilização maia acaba ao final do seu 13º ciclo, exatamente dia 21 de dezembro de 2012. E isso é só um pretexto para uma enxurrada de efeitos especiais, que por horas são ótimos, mas na maioria das vezes são ridículos, um CGI extremamente forçado. Roland Emmerich utilizou astronômicos 260 milhões de dólares, uma tática para disfarçar toda sua falta de competência e conteúdo.

Pois bem aqui em 2012 o mundo começa a sofrer uma série de catástrofes que começam a torná-lo inabitável, resultando em uma morte massiva de seres-vivos por todo planeta. O governo dos EUA então decide armar um plano para salvar as vidas restantes, até que o mundo volte a se tornar habitável. Em meio a toda essas catástrofes Jackson Curtis (John Cusack) tenta deixar a salvo sua ex-esposa, Kate Curtis (Amanda Peet) e seus filhos.

Um dos inúmeros problemas de “2012” é focar em personagens vazios, com diálogos deprimentes que nos fazem enjoar ao ver que proporção vai tomando o filme. Então o filme segue duas linhas: A família de John Cusack tentando escapar e o governo, encabeçado pelo presidente dos Estados Unidos, Thomas Wilson (Danny Gloover), Adrien Helmsley (Chiwetel Ejiofor) e Carl Anheuser (Oliver Platt), escondendo uma “conspiração” para salvar o planeta.

Roland consegue desperdiçar um dos melhores elencos que ele já teve em suas mãos, os dando papéis vazios e ridículos: John Cusack, que considero um ótimo ator (principalmente por seu trabalho em “Nossa Vida sem Grace” e “Identidade”) é incapaz de salvar o filme, Amanda Pleet (“Syriana – A Indústria do Petróleo”), Chiwetel Ejiofor (“O Plano Perfeito”), Thandie Newton (“Crash – No Limite”), Oliver Platt (“Frost/Nixon”), Danny Glover (“Máquina Mortífera”) e Woody Harrelson (“Assassinos por Natureza”) que rouba a cena em poucos minutos, mas enfim, são todos desperdiçados assim como os 260 milhões de dólares gastos por Emmerich.

E por falar em minutos, para que um filme desses durar cansativos 158 minutos?? Roland realmente precisa de um conselho sobre como agradar ao seu público adorador de filmes catástrofes – que já não são muito exigentes.

Pois bem, muito deve ter se falado sobre os efeito especiais de “2012”, o problema é que só tem os efeitos no filme, o CGI é tão grotesco quanto toda sua direção, sendo assim difícil engolir, até as mais belas cenas.

Fica difícil continuar resenhando sobre um filme tão vazio, as mensagens ecológicas não colam, o drama proposto em seu segundo ato é pífio e os efeitos especiais são forçados demais e nada inovadores.

Então o que esperar de Roland Emmerich? Filmes sem nada de inteligência e somente carregados de efeitos gritantes e enjoativos.
Sobra pirotecnia, e falta cinema.

Nota: 3,0

por Filipe Ferraz

11 comentários em “2012 (2009)”

  1. Vale como diversão descompromissada hahaha,mais e serio de todos os filmes que Roland Emmerich fez ate hoje,esse aqui e melhor (o que não quer dizer muita coisa),os efeitos são mais empolgantes,e ele conseguiu abordar os conflitos éticos de forma bem correta (!).Mais realmente não se deve esperar muita coisa boa dele mesmo não…

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