2010, Cinema, Críticas

Toy Story 3 (2010)

“Toy Story 3” chega como uma homenagem aos fãs que se identificaram com os brinquedos mais famosos de todos os tempos. Emoção e aventura ditam o tom do ultimo episódio da trilogia.


Já é de conhecimento de todos a coragem da Pixar. Os produtores conseguem tratar temas delicados de uma forma única e especial. Dessa vez eles arriscaram mais ainda, mexer com um desenho tão presente na memória de milhões de crianças, agora adolescentes, não é fácil e poderia ter um resultado desastroso. Porém baseado em uma fita emocionante e nostálgica “Toy Story 3” consegue fechar com chave de ouro este ciclo de brincadeiras e lealdade.

Fiquei assustado quando surgiram os boatos que “Toy Story” teria uma continuação, pensei instantaneamente: ”Porque? A história já foi fechada no segundo capítulo!”. Talvez muitos de vocês, minutos antes de pisarem na sala de cinema, continuaram com esta dúvida. Dúvida que é execrada ao término dos 90 minutos de filme, “A Brincadeira tem que continuar” já dizia o anuncio do filme, e pode ter certeza que sim! Ela Continuará.

Nos minutos iniciais do filme somos apresentados aos “flashbacks” de Andy, mostrando-o quando criança brincando com Woody, Buzz e companhia. Porém Andy não é mais aquela criança que estávamos acostumados, o garoto agora tem 17 anos e está prestes a ir para uma faculdade. O infeliz dia dos brinquedos serem deixados de lado chegou. A turminha seria levada para o sótão, porém um engano acaba levando a maioria dos brinquedos a uma creche chamada Sunnyside, onde lá são apresentados a novos brinquedos com uma aparência agradável e acolhedora. Entretanto uma impressão falsa, já que a creche é dominada a mão-de-ferro pelo amargurado e rosado urso de pelúcia Lotso. Paralelamente a situação complicada dos brinquedos, Woody acaba nas mãos de uma garotinha chamada Bonnie, tentando bolar assim um modo de salvar seus amigos e levá-los de volta a seu dono.

Acertadamente o filme é dirigido por Lee Unkrich, diretor da segunda fita e também de sucessos “Monstros S.A.” e “Procurando Nemo”, ou seja, nada melhor alguém que conhece como poucos a história do toys e também que sabe como poucos emocionar e trabalhar com a tecnologia da Disney/Pixar. O roteiro é espetacular, e tem uma equipe de peso, que exige muito respeito: Encabeçado pelo próprio Lee Unkrich, conta ainda com Michael Arndt (vencedor do Oscar por “Pequena Miss Sunshine”), John Lasseter (“Carros”) e Andrew Stanton (“Wall-E”). Tratando do roteiro, ele se destaca por menções nostálgicas maravilhosas, por exemplo, a pizzaria Pizza Planet. O roteiro se destaca também por deixar bem claro aonde “Toy Story 3” quer chegar, com uma história muito bem balanceada entre aventura e emoção. A meu ver não é tão divertido quanto o melhor da série, “Toy Story 2”, mas nem por isso deixa de ser engraçado.
Principalmente quando o parceiro da boneca Barbie, Ken, está em cena, o “metrossexual de plástico” como relata Buzz em versão castelhano (um das partes mais engraçadas da produção) é o personagem mais hilário acrescentado.

É louvável que atores consagrados como Ton Hanks, Tim Allen, Joan Cusack, Wallace Shawn, John Ratzenberger, Ned Beatty e Michael Keaton tenham topado este desafio. Mas este é o típico filme em que a versão dublada é primordial, aos fãs que acompanham por mais de duas décadas é um dos elementos nostálgicos de maior intensidade. Guilherme Briggs e Marco Ribeiro, dublando Buzz e Woody respectivamente, são soberbos e inigualáveis.

Pois bem, tecnicamente o filme é irretocável (mesmo não apresentando nada de novo). As versões em 3D não são tão fundamentais quanto outras animações, como é o caso de “Como Treinar o Seu Dragão”, então as sessões normais não perdem em nada para as salas tridimensionais. Apesar do ótimo trabalho da Dream Works com o desenho relatado acima, “Toy Story 3” tem grandes chances de trazer o penta para Pixar no Oscar 2011.

Ao término de “Toy Story 3” impossível não destacar adjetivos presentes em todas as fitas, mas evidenciados com uma potencia exorbitante neste filme: Companheirismo, lealdade, amizade, fidelidade. Características raras de se ver hoje em dia, mas que são personificadas com os queridos brinquedos mais famosos de todos os tempos. Como eu já dizia, “A Brincadeira tem que continuar”, mesmo com as transformações e deslizes ao meio do caminho, sempre estaremos em boas mãos.

Nota: 8,0

por Filipe Ferraz

3 comentários em “Toy Story 3 (2010)”

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