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The Spirit – O Filme (2008)

Frank Miller, alucinado, realiza uma paródia – das péssimas – de suas obras. “The Spirit – O Filme” poderia ser chamado, porque não, de “Todo Mundo em Pânico” em versão de quadrinhos.

Os fãs de quadrinhos com certeza irão passar longe de “The Spirit – o Filme”. Mesmo que o diretor aqui seja o mestre em quadrinhos, Frank Miller,  ele não tem nenhuma habilidade em direção – apesar de seu nome ser creditado como um dos diretores de “Sin City – A Cidade do Pecado”, ficando claro que foi mais uma homenagem de Robert Rodriguez, do que propriamente uma participação mais efetiva.

Se tivéssemos que resumir o filme em uma palavra, cairíamos em adjetivos como ‘medíocre’, ‘pífio’, ‘galhofas’ e qualquer outro que se encaixe na tragédia chamada “The Spirit – O Filme”. Pense em um visual fantástico, desbotado por horas, mas muitas vezes com cores fortes, idêntico ao utilizado no filme de Robert Rodriguez. Agora coloque esse visual fantástico em “Jogos Mortais 5”, o resultado será pra lá se bizarro e muito, muito ruim.

O filme é uma adaptação de Frank Miller para o personagem criado por Will Eisner. A história é do policial novato Denny Colt (Gabriel Macht), que forja a própria morte e faz com que todos pensem que ele voltou do além. Sua nova identidade agora é Spirit. Seu objetivo é lutar contra todas as forças do mal em Central City, sobretudo o assassino e arquiinimigo Octopus (Samuel L. Jackson), que quer dominar a cidade de Spirit. No elenco ainda estão às atrizes Scarlett Johansson (“A Ilha”), Eva Mendes (“Os Donos da Noite”), Sarah Paulson (“Abaixo o Amor”), Jaime King (“Garotas Malvadas”) e Paz Vega (“Espanglês”).

Se aprofundando um pouco mais na origem do excelente quadrinho, chegamos á junho de 1940 quando Will Eisner criou “The Spirit”, uma série de quadrinhos que passou a ser publicada em um jornal dominical. Eisner trabalhou como editor, mas também escreveu e desenhou a maioria das histórias. The Spirit era um dos nomes de Denny Colt, um homem que foi considerado morto, mas que na verdade vivia secretamente como um anônimo lutador no mundo do crime. As histórias abordavam uma larga variedade de situações: Crime, romance, mistérios, horror, comédia, drama, e humor negro. As histórias de “The Spirit” tinham sete páginas cada. As 16 páginas da seção do jornal normalmente incluíam mais duas histórias com quatro páginas cada (inicialmente Mr. Mystic e Lady Luck). A história mostrava semelhanças com “Batman” e “Dick Tracy” com vilões coloridos e era contada em sequência rápida.

Os crimes, romances e mistérios ficam completamente de lado com a direção totalmente desastrosa de Frank Miller. O filme poderia ser classificado como uma comédia, mas é sem graça. Porém ele é classificado como uma ação, mas o incrível é que não tem ação. Também é denominado um drama… para o telespectador… Chegamos então à conclusão que o problema de “The Spirit – O Filme” é ser classificado como um filme, coisa que definitivamente ele não é. E parece que os tradutores do Brasil sabiam disso, com medo de que a película fosse confundida com um vídeo amador, fizeram questão de colocar ‘O Filme’ em seu nome original. Valeu pelo menos a intenção.

Fica difícil resenhar sobre um filme que jamais deveria ter saído da obra-prima que é o quadrinho de Will Eisner. Eu poderia destacar o visual maravilhoso, mas se alguém quiser ver um visual como este basta assistir “Sin City – A Cidade do Pecado”, um filme definitivamente com conteúdo.
Talvez Frank Miller tenha gostado da franquia “Todo Mundo em Pânico” e se inspirado para dirigir esta bomba, que mais parece uma sátira do que uma produção que deva ser levado a sério. É a resposta mais plausível que eu consegui chegar. E foi muito difícil e doloroso tentar desvendar o porquê da realização deste “filme”.

Nota: 2,5

por Filipe Ferraz

3 comentários em “The Spirit – O Filme (2008)”

  1. “Chegamos então à conclusão que o problema de “The Spirit – O Filme” é ser classificado como um filme, coisa que definitivamente ele não é.”

    kkkkkkkkkkkkk
    ótimo isso Filipe.
    o filme realmente foi uma das gafes das adaptações.

    ótimo texto.
    parabens

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