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Resident Evil – O Hóspede Maldito (2002)

Com infindáveis problemas, o primeiro capítulo da franquia “Resident Evil” decepciona, principalmente por tentar inovar em situações, onde o melhor caminho seria o mais simples.

“Resident Evil” foi um dos jogos de maiores sucessos durante a década de 90. Mas a franquia sobreviveu ao adentro geral do vídeo-game e continuou com o mesmo sucesso posteriormente. Não por menos, o game foi adaptado para grande tela, e o resultado foi bem frustrante.

O grande pecado de “Resident Evil: O Hóspede Maldito” foi em não saber utilizar todos os artifícios que o game lhe proporciona. O que se esperar de um ótimo game de ação adaptado? Parece óbvio, mas um bom filme de ação….

A trama do filme gira em torno dos acontecimentos no subsolo da Mansão Spencer. Com base no que posteriormente é explicado, debaixo desta estação é onde estaria a Colméia, um núcleo de pesquisas da Umbrella Corporation. Estranhamente algo deu errado dentro deste laboratório e todos os funcionários ficaram lá presos neste “esconderijo”, somando-se a isto, um perigoso, e ainda em teste, vírus foi liberado. O tão famoso “T-Vírus”.

Resultado de um vírus geneticamente modificado, o “T-Vírus” foi criado pela Umbrella e é responsável em transformar seres humanos em zumbis. Em meio a toda esta mirabolante trama, encontramos uma explicação para a mutação: Os cientistas tentavam descobrir um jeito de retardar o envelhecimento, porém descobriram que o vírus age como um agente maléfico, matando a pessoa que o inspira. Entretanto, essa morte do ser infectado, era “temporária”, pois em seguida ele era reanimado por alguns órgãos ativos. Então, o agora zumbi,  era movido simplesmente pelo sentido mais básico do seres vivos, a fome.

É impossível dizer que o diretor Paul W.S. Anderson não se preocupou em manter aspectos importantes do jogo como a Mansão Spencer e prendeu-se em elaborar uma trama relativamente eficaz, podendo exercer com tranqüilidade, um eficiente filme de ação. Não precisava inventar, era só seguir a regra base dos filmes de ação e entregar um filme que ao mínimo entretece. Só que toda essa explicação que acabo de lhes passar em míseras dez linhas, em “Resident Evil – O Hospede Maldito” se passam em cansativos quarenta minutos! O primeiro ato do filme é totalmente dispensável, Anderson se preocupou tanto em criar um clima favorável e inovador para desenvolver seu ato final, que acabou se perdendo completamente. Classificaria como terrível e vergonhoso a primeira metade do filme, que com as facetas ridículas de Michele Rodriguez e com os efeitos especiais de terceira categoria afundam completamente qualquer suposta tentativa em transformá-lo em um objeto eficiente de entretenimento.

Outra questão que atrapalha demais o clima do filme de Paul W.S. Anderson são os famosos flashbacks. A personagem vivida pela a bela Milla Jovovich está com uma recente perda de memória, então, até faz sentido que seu passado, e consequentemente da trama, sejam esclarecidos para ela, e para nós. Mas os flashbacks devem ser utilizados com cuidado, pois eles quebram demais o ritmo da película, que já não é lá essas coisas.

O filme tem uma edição medonha, que nos momentos de batalha, quando Alice, personagem de Milla, desfere golpes e está prestes a finalizar seu adversário, a cena é simplesmente cortada! Inclusive em uma cena em que Alice discute com seu parceiro no laboratório, tentando “sofisticar”, Anderson muda a posição da câmera constantemente, criando uma frenética e horrível tomada.

Espertamente, ou não, o filme consegue nos prender causando certa ansiedade para sua continuação. “Resident Evil – O Hospede Maldito” não chega a ser um total desperdício, graças a uma segunda parte minimamente empolgante, que pode até agradar, como um banal entretenimento.

Nota: 4,0

por Filipe Ferraz

4 thoughts on “Resident Evil – O Hóspede Maldito (2002)”

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