Resident Evil 2 – Apocalipse (2004)

Diferentemente do anterior, vai direto ao ponto. Envolvente e com uma atmosfera muito mais próxima ao game, a evolução da franquia, aqui é notada.

Uma das coisas que mais ficaram evidentes relacionadas ao fracasso de crítica do primeiro filme “Resident Evil – O Hospede Maldito” (clique aqui) foi que a atmosfera do game foi sucumbida a uma tentativa de se tornar inovador, quando o melhor caminho era fazer o feijão com arroz. E quando digo atmosfera, não me refiro a citações como a Mansão ou a Corporação Umbrella, mas sim ao clima explosivo presente em todos os jogos da franquia. Resident Evil é um “jogo de tiro”, então nada mais justo, que a adaptação deste, siga a risca os tiroteios presentes nos consoles. Entregar o que o público quer, foi o grande êxito do segundo filme da franquia, “Resident Evil 2 – Apocalipse”.

O filme começa no ponto que terminou sua primeira parte. Alice (Milla Jovovich) depois de escapar com grandes dificuldades dos horrores das instalações subterrâneas, se vê jogada em meio a guerra entre vivos e zumbis. Enquanto a cidade permanece isolada sob quarentena, Alice se junta a uma pequena equipe de soldados de elite, comandados por Valentine (Sienna Guillory) e Carlos (Oded Fehr), que depois de um acordo, têm a difícil missão de resgatar a filha desaparecida do Dr. Ashford (Jared Harris), criador do “T-Vírus”.

Temos também a linda Milla Jovovich de volta ao papel principal com muito mais ação e demonstrando grande imponência que sua personagem exige. Como suas características e aptidões físicas foram modificadas, ela está mais “resistente” e ótima nas cenas de ação. E pegando por base Angelina Jolie em “Tomb Raider”, Milla Jovovich combina muito mais com a bela moça, que sabe de tudo sobre artes marciais e exterminar zumbis.
Outra incrementação utilizada pelo longa foi uma arma altamente poderosa, denominada “Nemesis”, que seria solto na cidade com a missão de garantir o fim dos últimos membros sobreviventes ao incidente da mansão. E Alice faz parte de um plano similar ao Nemesis, que como explicado no próprio filme, são duas rotas paralelas da investigação feita pela Umbrella. Então a atriz Milla Jovovich explora muito bem essas novas habilidades que sua personagem recebe: Hiper-velocidade, força, agilidade, frieza e um enorme instinto assassino.

Alexander Witt estréia aqui como diretor, demonstrando uma evolução grande com relação ao trabalho de Paul W.S. Anderson, diretor do primeiro longa. Apesar de ser debutante, o diretor consegue impor muito mais ação e um tom frenético as batalhas – mesmo com uma montagem fraca creditada ao editor Eddie Hamilton – entre mortos-vivos e os sobreviventes, tudo que foi deixado de lado em seu prólogo. “Resident Evil 2 – Apocalipse” vai direto ao ponto, não dando espaços para indagações e alguns maneirismos devidamente esquecidos. Enquanto a primeira fita é quase totalmente em um único e entediante cenário, aqui, a produção é muita mais urbana, dando maior flexibilidade á ótimas tomadas, como é o caso das cenas na igreja e no cemitério. Witt ainda utiliza uma tática que recorda muito aos pequenos “views” que existem nos jogos, o diretor acelera a velocidade das batalhas e dos golpes, diminuindo abruptamente na parte final do embate.

O fraco diretor da primeira fita, Paul W.S. Anderson assina aqui o roteiro. O britânico acabou ficando de fora das filmagens por estar envolvido com o vergonha alheia “Alien vs. Predador”, mas não que isto bastasse para ele não deixar sua marca: O roteiro é fraquíssimo chegando ao ponto de ignorar os zumbis durante boa parte do ato final, “ressuscitando-os” apenas quando estes exercerem alguma função relevante a trama principal.

Chegou para fincar o sucesso por parte agora, não só dos fãs, como também do grande público. Não por menos, o trailer da produção foi um dos mais acessados na história da internet, com cerca de 8,5 milhões de downloads entre o final de 2003 e o começo de 2004. Mesmo com visíveis limitações, “Resident Evil 2 – Apocalipse” agrada por entender o que deve ser entregue para seu público alvo, demonstrando um grande avanço em sua franquia.

Nota: 7,0

por Filipe Ferraz

4 comentários Adicione o seu

  1. Acho este o melhor da franquia, bem mais divertido.

  2. marya disse:

    este concerteza é o melhor filme do resident evil, so faltou o nemesis falar STARS

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