2010, Cinema, Críticas

Os Vampiros que se Mordam (2010)

Mesmo com Jenn Proske eficiente e algumas boas piadas, “Os Vampiros que Se Mordam” não consegue sair da mediocridade.

A principal tática de filmes com pouco conteúdo e nitidamente fracos, é “se vender” pelo trailer. Assim, inúmeros produtores se preocupam em elaborar uma prévia que no mínimo chame a atenção do público, fazendo com que assim, este compre o ingresso e assista ao filme. Gostar ou não, infelizmente, pouco importa, já que a arrecadação já estará garantida com uma simples curiosidade que o trailer possa causar. Então todas as principais e melhores piadas de “Os Vampiros que se Mordam” estão presentes em seu trailer, então se você não se entusiasmou com as graçinhas da prévia nem garanta seu ingresso.

Como o próprio filme relata, a nova moda que atinge o mundo é a vampiresca. Então, a dupla, Jason Friedberg e Aaron Seltzer – devendo receber seus devidos deméritos as produções “Espartalhões”, “Super-Heróis – A Liga da Injustiça” e “Deu a Louca em Hollywood” – decidem satirizar a saga Crepúsculo.
Becca Swan (Jenn Proske) é uma adolescente insegura e extremamente ansiosa, que decide voltar a morar com seu pai, o xerife da cidade e que trata sua filha ainda como uma simples criançinha. E um detalhe importante: Becca não é uma vampira!
Indecisa entre dois garotos, Edward (Matt Lanter) e Jacob (Chris Riggi), a jovem Swan precisa dar um jeito em seu pai controlador, agüentar seus colegas discutindo seus dilemas amorosos e com a grande chance de tudo vir à tona em seu baile de formatura.

Dividindo grande parte do filme somente em “Crepúsculo” e poucos minutos ao segundo filme, “Lua Nova”, ‘Vampires Suck’ (algo como ‘vampiros sugam’) preza por manter várias afeições das produções originais, ao ponto de alguns nomes dos personagens permanecerem idênticos e também em parte da trilha sonora ser mantida, inclusive com a música Supermassive Black Hole da banda Muse.
Entretanto se “Os Vampiros que se Mordam” possui algum mérito, deve ser creditado á incrível imitação de Jenn Proske, tendo como base a personagem central da saga, Bella Swan. Muita mais expressiva do que a própria Kristen Stewart, Proske demonstra incrível sensibilidade ao expor todos os trejeitos que Stewart utiliza em suas fracas aparições na saga Crepúsculo. As mordidas de leve no lábio, a cabeça sempre inclinada e o olhar sempre desconfiado ganham uma proporção infinitamente mais plausível na versão satirizada da solitária Bella Swan.

Mas nem mesmo a boa imitação de Jenn Proske e algumas boas piadas – todas em seu trailer – conseguem salvar “Os Vampiros que se Mordam” da mediocridade costumeira das sátiras que vem tomando conta do cenário de Hollywood. Se prendendo somente as obra de Stephen Meyer e deixando de jogar com outras obras do gênero, como Buffy, True Blood e Vampire Diaries que apesar de serem citados, não possuem nenhum resquício de profundidade e ironia.

Em geral sem graça, com situações óbvias em planos comuns e com uma ridícula duração, de no máximo 75 minutos, o novo trabalho de Jason Friedberg e Aaron Seltzer é sem dúvida um dos piores filmes do ano, que não agradará nem mesmo os maiores haters da franquia vampiresca.

Nota: 2,5

por Filipe Ferraz

6 comentários em “Os Vampiros que se Mordam (2010)”

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