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Piranha (1978)


Com cenas rápidas e sugestivas e com vários elementos que fazem um filme se tornar popular, “Piranha” virou um Cult do gênero horror.


Durante a Guerra do Vietnã , o exército americano desenvolve algumas piranhas geneticamente, tornado as mais resistentes às adversidades do ambiente onde vivem e mais inteligentes, para colocá-las nos rios vietnamitas e ajudar os EUA a vencer a guerra, porém o projeto é deixado de lado e as piranhas ficam presas em uma piscina sobre os ‘cuidados’ do Dr. Hoak (Kevin McCarthy). Até um dia em que um casal de jovens resolve invadir a propriedade do exército e utilizar a piscina, onde são cruelmente assassinados pelas piranhas. Maggie McKeown (Heather Menzis) é uma investigadora que tenta descobrir o paradeiro do casal desaparecido e acaba libertando as piranhas para um rio próximo, e dá início a uma série de ataques pelos cardumes das piranhas.

“Piranha” não tem algo inovador, ele segue, basicamente, o mesmo estilo de filmes em que animais assassinos são o tema principal – mais especificamente “Tubarão” (1975) dirigido por Steven Spielberg. O longa é tido por muitos como uma sátira à “Tubarão” (ou isso ou uma homenagem de baixa qualidade), as sequências de primeira pessoa como a visão das piranhas e as imagens subaquáticas nos remetem à Tubarão. ‘Piranha’ serviu de inspiração a uma série de filmes (também tecnicamente fracos) como sua continuação em 1981 (dirigida por James Cameron), “Orca – A Baleia Assassina”, “Great White” e “Monster Shark”, todos seguindo o estilo de ‘Tubarão’ e influenciados pelo frisson e sucesso causados por ele.

Existem motivos de sobra para, não só “Piranha” como os outros citados anteriormente, terem se tornado filmes populares. Primeiramente a violência presente nos filmes, sangue em excesso e assassinatos, de certo modo, criativos; A presença de várias partes do corpo humano expostas seja de forma violenta, engraçada ou até sensual; E o suspense (mais voltado para a curiosidade) que um filme sobre algo descomunal causa.

A piranhas em si pouco aparecem no filme, a maioria das cenas de ataque são sugestivas e só o que se vê são ‘flashes’ e partes das piranhas e muito sangue se misturando na água. Mas isso não interfere negativamente, pelo contrário, é perceptível que as piranhas não apresentam um certo investimento como aconteceu em ‘Tubarão’. ‘Piranha’ tem alguns erros e falhas que são notáveis e cenas irrelevantes.

O filme foi feito com o objetivo de agradar o maior número de pessoas possível e não de se tornar um clássico. É um daqueles em que você se agrada do todo ou não aproveita nada. No gênero horror são poucos os filmes que conseguem ser ‘diferentes’ e ousados, mas sem se voltarem completamente ao ‘trash’ como “Cão Branco” (1982) e “Anaconda” (1997) (fraco, porém o ‘melhor’ da franquia).
O roteiro do filme é de John Sayles (“Amigo”, “Jurrasic Park IV”), que também trabalhou como roteirista ‘Alligator’ (outro filme sobre um animal assassino), e o diretor é Joe Dante, que é mais conhecido por ter dirigido o estranho e macabro “Gremlins”.  “Piranha” é um tipo de filme que é voltado para um contexto da época em que foi lançado, não sei se o remake fará o mesmo sucesso.

Nota: 6,0

por Ávila Souza

2 thoughts on “Piranha (1978)”

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