[The Walking Dead] 1×01

O primeiro episódio da série “The Walking Dead” arrastou multidões para a frente da televisão. Foram ao todo, um pouco mais do que cinco milhões de espectadores para seu episódio piloto em todo território americano. Um recorde, quando contabilizadas as séries na TV a cabo. Todo esse frisson tem justificativa: ‘The Walking Dead’ é baseado na famosa HQ de mesmo nome, publicada internacionalmente e também com algumas tiragens no Brasil.

Produzido e dirigido pelo nomeado cineasta Frank Darabont (diretor de clássicos como “A Espera de Um Milagre” e “Um Sonho de Liberdade”) a série acompanha Rick (Andrew Lincoln) um oficial de polícia de uma pequena cidade dos Estados Unidos.  Junto com seu parceiro Shane (Jon Bernthal), eles acabam participando de um tiroteio, onde Rick acaba baleado e entra em coma. Ao acordar em um hospital, ele descobre que os mortos-vivos estão por toda a cidade, restando poucos sobreviventes. O policial, sem saber o que realmente aconteceu, ao vagar pela rua, acaba encontrando Morgan (Lennie James) e Duane Jones (Adrian Kali Turner) que acabam lhe explicando toda a real situação apresentada. O episódio se encerra com Rick indo em direção de Atlanta, onde o governo orientou como uma espécie de abrigo e também, para encontrar sua esposa (Sarah Wayne Callies) e seu filho (Chandler Riggs).

O que logo notamos em seu primeiro episódio, “Days Gone Bye”, é que, a princípio, a série se preocupará não só com a guerra entre humanos e zumbis, mas também a intensa parte dramática que seus personagens exigem. Uma atitude muito sábia, pois seria inviável sustentar uma série somente preocupando-se com a ação e o foco nos mortos-vivos destroçados. Apresentando uma maquiagem impressionante e compactando-a de forma ‘orgânica’ (por mais que essa palavra surja estranha neste contexto) com os efeitos visuais, de maneira bem sutil (olhem só, outra palavra deslocada) ‘The Walking Dead’ consegue trazer realismo a este ambiente assustador.

Porém para um episódio piloto, ele se preocupa de maneira excessiva em arraigar o território dramático, esquecendo o clima de “Quero mais”, inerte a praticamente todos os episódios inicias de séries do porte de ‘The Walking Dead’. O diretor Frank Darabont escolhe acertadamente utilizar, ou melhor, não utilizar uma trilha sonora presente. Por muitas horas, percebemos um completo silêncio, nos apegando apenas a respiração ofegante dos personagens, uma tática de êxito já comprovada no cinema ao criar um clima extremamente tenso e preparando assim um segundo ato vibrante, externando as emoções tanto do público, como dos personagens.

Um maior número de tomadas aéreas (como em seu final) e, principalmente, depois de criada a tensão, acelerar o ritmo para enfim enclausurar o espectador no ambiente repleto de mortos-vivos faria com que, “The Walking Dead” notabilizasse como um começo memorável. Uma boa estréia, porém morna.

por Filipe Ferraz

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