Cinema, Premiações

Prévia: Oscar 2011

Neste Domingo, dia 27 de Fevereiro, Hollywood terá toda sua atenção direcionado para o Kodak Theatre em Los Angeles, palco da entrega dos 83º prêmio dos Academy Awards. Será a vez de Guerra ao Terror repassar a faixa de campeão para o mais novo vitorioso, em cerimônia que se inicia as 22hrs, horário de Brasília.

O CineMMaster, com Ávila Souza, Filipe Ferraz e Gabriel Meyohas realizará uma prévia sobre os possíveis vencedores e também, uma lista com nossas apostas e claro, cruzaremos nossos dedos e ficaremos na torcida por nossas produções favoritas. O Discurso do Rei, com 12 indicações, é o líder, sendo seguido por Bravura Indômita com 10 e A Rede Social e A Origem com 8 cada.
A premiação será transmitida pelo canal pago TNT e também pela Rede Globo.

MELHOR CANÇÃO ORIGINALMuito mais do que tentar explicar as qualidades das quatro canções indicadas, nada melhor, ouvi-las. Alan Meken (Alladin) de volta, A.R Rahman (Quem Que Ser um Milionário) tentando o bi, surgem como os favoritos, mas Randy Newman por Toy Story 3, surge como um nome que pode, e deve, assustar.

Confira as canções indicadas:

Coming Home – Country Strong
I See The Light – Enrolados
If I Rise – 127 Horas
We Belong Together – Toy Story 3

MELHOR DOCUMENTÁRIO A categoria mais difícil de se prever e ainda mais difícil de se ver nos cinemas brasileiros, uma vez que a grande maioria dos indicados a Melhor Documentário sequer cogitam uma passadinha por aqui. Baseando-se no alvoroço que cada um deles causou lá fora, fica a seguinte análise. Gasland é o típico documentário crítico-ambiental padrão. Sua análise dinâmica e autoexplicativa, ao que parece, lembra bastante os infográficos de Uma Verdade Incoveniente, vencedor do Oscar em 2007. Exit through the Gift Shop propõe uma abordagem intimista da arte urbana marginalizada, algo bem similar ao que acontece em Lixo Extraordinário. Porém, neste último – baseado no trabalho do brasileiro KVik Muniz – a arte vem das coisas consideradas inutilizáveis, algo bem peculiar e interessante. Os maiores concorrentes, porém, são dois filmes que retratam os últimos anos da história norte-americana. A política econômica da crise de 2008, em Trabalho Interno e o cotidiano dos soldados estadunidenses no Afeganistão em Restrepo,devem liderar as chances. A aposta fica para Trabalho Interno.

Analisando a crise global que assolou o mundo em 2008, 'Trabalho Interno' possui boas chances de uma vitória.

MELHOR FILME ESTRANGEIROEssa categoria é bastante difícil de ser comentada em vista de que muitos filmes estrangeiros ainda não são abertos para o público comercial no Brasil. Os indicados nessa categoria são Biutiful do México, Dente Canino da Grécia, Em Um Mundo Melhor da Dinamarca, Incêndios do Canadá e Fora da Lei da Argélia. No Globo de Ouro, o dinamarquês ganhou nessa categoria e faz dele um forte ‘runner-up’. Porém as maiores chances estão com o mexicano Biutiful. Algumas semanas antes de se iniciarem as votações para os indicados ao prêmio da Academia, a atriz Julia Roberts fez uma campanha para os votantes à favor da indicação de Javier Bardem (ator com quem trabalhou em Comer, Rezar e Amar) como ‘Melhor Ator’ para o filme mexicano. A campanha foi bem sucedida, logo Biutiful desponta como favorito.

A força de 'Biutiful' reside na figura de Javier Bardem

MELHOR MIXAGEM DE SOM A regularidade no nivelamento sonoro e sua sincronia, se apresentam mais evidente em filmes que utilizam essa técnica ao máximo. Os filmes Salt e Bravura Indômita apresentam poucas chances de uma vitória, mesmo possuindo um trabalho altamente eficiente.  São fortes candidatos O Discurso do Rei e A Rede Social.  Porém, essa é uma das poucas categorias em que o conturbado mundo de sonhos de A Origem tem reais chances de vencer.

O trabalho sonoro impecável de 'A Origem', deve lhe render prêmios técnicos para tais atributos.

MELHOR EDIÇÃO DE SOM A sonoridade dos longas indicados neste ano, apresentam acima de tudo, uma base muito bem detalhada em seus trabalhos. Basta observar o drama heróico Incontrolável, onde, todo o percurso desgovernado do trem em que Denzel Washington e Chris Pine tentam pará-lo, é entregado de forma intensa, muito, graças a uma edição de som muito eficiente. Toy Story 3, sem mostrar tamanha explosividade, consegue mesmo assim, encarnar uma edição sonora altamente coesa e excelente, o que também, pode ser encaixado em Bravura Indômita.
Porém, esta premiação parece estar voltado para uma ficção, sendo assim, A Origem deverá vencer por apresentar um trabalho arquitetado impecavelmente. Tron – O Legado surge como o grande adversário do trabalho de Christopher Nolan, entretanto, vale lembrar que o Sindicato premiou A Origem, deixando-o então, um passo a frente.

'A Origem' deverá vencer graças a sua edição de som.

MELHOR MAQUIAGEM Se existe uma categoria em que a Academia não pensa duas vezes em premiar filmes de fantasia é a de Melhor Maquiagem. Em geral, esse gênero engloba filmes que possuem esse artifício técnico e artístico como peça fundamental no seu desenvolvimento. Filmes como Drácula de Bram Stoker (1993), O Labirinto do Fauno (2007) e O Curioso Caso de Benjamin Button(2009) marcaram presença através dos anos, tendo suas caracterizações imaginativas reconhecidas. Seguindo essa lógica, e analisando os concorrentes desse ano, é provável que o envelhecimento e desgaste dos personagens de Caminho da Liberdade e Minha Versão para o Amor percam para a maquiagem fantasiosa e gore presente em O Lobisomem. O filme de Joe Johnston decepcionou no seu resultado completo, mas nessa categoria não fez feio.

A maquiagem por cima de Benicio Del Toro, o transformando na produção, 'O Lobisomem'.

MELHOR FIGURINO Colleen Atwood, que concorre por Alice no País das Maravilhas é sempre a figurinista contratada de muitos diretores. Rob Marshall contou com os trabalhos de Colleen em seus três primeiros filmes no ecrã, Chicago, Memórias de Uma Gueixa e Nine, ela concorreu ao prêmio da Academia pelos três. Talvez uma parceria melhor que Tim Burton e Jonnhy Depp, é a parceria entre Tim Burton e Colleen Atwood. Colleen entende os universos criados por Tim e sabe como poucos figurinistas criar estilos de roupas. Entre os filmes em que Colleen trabalhou com Tim estão, Edward Mãos-de-Tesoura, Ed Wood e Sweeney Todd – O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet. Pela sua originalidade, Coleen tem maiores chances de vencer. Sandy Powell também já tem um bom histórico no Oscar. Ano passado ela foi vencedora dessa categoria, porém The Tempest parece não aprensentar uma grande dependência de figurinos como Alice. Completando os cinco indicados na categoria estão Antonella Cannarozzi por I Am Love; Jenny Beavan por O Discurso do Rei e Mary Zophers por Bravura Indômita.

A figurinista Colleen Atwood pode receber sua terceira estatueta, desta vez, por sua parceria com Tim Burton

MELHORES EFEITOS VISUAIS Visualmente falando, o ano de 2010 foi uma temporada modesta. Não a toa, dos cinco filmes indicados, dois são continuações, que em relação a seus trabalho anteriores, possuem poucas novidades, são eles, Harry Potter e As Relíquias da Morte: Parte 1 e Homem de Ferro 2. Além da Vida de Clint Eastwood, nitidamente, foi indicado ‘apenas’ por uma cena, porém essa cena é uma das mais emocionantes, já que Clint, em conjunto com sua equipe, reconstruiu o Tsunami de maneira altamente crível.
O longa de Tim Burton, Alice no País das Maravilhas, se não agradou completamente em seu conteúdo final, acabou agradando e muito em seu visual típico de seu diretor, recebendo uma indicação. Então, neste ano, os efeitos visuais pobres, não condizem com A Origem, que possui de longe, os melhores efeitos do ano, certamente, conseguindo uma vitória neste quesito.

Uma das categorias menos equilibradas: 'A Origem' deverá vencer.

MELHOR TRILHA SONORA Uma categoria variada, que além do nome por trás de suas composições, possuem estilos distintos. John Powell (Shrek) foi uma grata surpresa, dessa vez, por seu trabalho na animação Como Treinar o Seu Dragão, despontando como uma boa lembrança. O já vencedor do Oscar por Quem Quer Ser um Milionário, A.R. Rahman, apresenta um trabalho muito similar a este que lhe rendeu o prêmio de anos atrás, fazendo desta sua indicação, algo um pouco exagerado, já que outras trilhas acabaram ficando de lado.
Em um dos melhores anos de sua carreira e se estabelecendo como um dos nomes mais promissores desta nova safra (se é que a palavra ‘promissor’ ainda lhe é válido), pela terceira vez consecutiva (O Curioso Caso de Benjamin Button e O Fantástico Sr. Raposo), Alexandre Desplat em O Discurso do Rei, consegue estabelecer uma função primordial para o andamento do filme, fazendo-se tão presente quanto os gaguejos de Colin Firth, podendo e muito, levar sua tão sonhada estatueta para casa.
O nome mais forte e experiente, indicado incríveis oito vezes e vencedor por O Rei Leão, Hans Zimmer em sua mais nova parceria com Christopher Nolan, consegue surpreender ao entregar arpejos magníficos em variáveis misturas entre tons e instrumentos, fundindo-se de maneira intensa ao filme A Origem. Entretanto, mesmo sendo claramente a trilha mais marcante, Zimmer terá uma difícil missão, já que a dupla Trent Reznor e Atticus Ross surgem como os maiores candidatos a vencedores. Sem sombra de dúvidas, entregando um trabalho primoroso em A Rede Social, a dupla consegue com extrema sensibilidade integrar sons de pianos e corais, trazendo muitas vezes, uma áurea angelical, o que obviamente, serve de contraste com a figura de Mark Zuckerberg e seu Facebook.

Trent Reznor e Atticus Ross, vencedores do Globo de Ouro, surgem como favoritos.

MELHOR ANIMAÇÃO O boicote da Disney na premiação do Annie Awards por desconfiar do método de votação, fez com que Como Treinar Seu Dragão ganhasse vários prêmios. Porém, vamos ser sinceros, a Disney é muito maior que a premiação e a prova disso é que Toy Story 3 é forte concorrente ao Oscar nas cinco categorias em que está indicado. A vitória de Toy Story 3 é quase certa, não só por ser considerados por muitos o melhor filme de 2010 e por ter sido a maior bilheteria do ano, mas também, por ser o filme mais bem recebido pela crítica especializada. Correndo por fora, encontramos o filme francês O Mágico.

A Pixar deverá emplacar seu quinto prêmio consecutivo. Dessa vez, 'Toy Story 3' aparece com uma vitória praticamente já assegurada

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE A disputa na categoria de Direção de Arte está um tanto acirrada esse ano. Desde cenários fantásticos como os de Alice no País das Maravilhas, Harry Potter e as Relíquias da Morte: Parte 1 e A Origem até as recriações de épocas históricas em O Discurso do Rei e Bravura Indômita. Por eliminação com base no ‘gosto’ da Academia, restam dois finalistas: Bravura e Discurso. No entanto, O Discurso do Rei lidera as chances. A belíssima concepção artística de Netty Chapman (Orgulho e Preconceito), com paisagens difusas e ambientes abatidos facilmente conquistará a Academia.

'O Discurso do Rei' deverá vencer por sua direção artística.

MELHOR EDIÇÃO O resultado da edição cinematográfica; a clareza da mensagem que uma sucessão de cortes e planos passa ao espectador, isso tudo é considerado na escolha da Melhor Edição. A disputa maior aqui se dará entre Cisne Negro e A Rede Social. E não se espante com os azarões Discurso e 127 Horas. A elucidação da psicose de Nina Sanders presente na montagem do filme de Aronofsky, no entanto, trás força para que Cisne Negro saia vitorioso.

Brigando duramente com 'A Rede Social', 'Cisne Negro' pode desbancar o favoritismo de seu concorrente e vencer nesta categoria.

MELHOR FOTOGRAFIA O prêmio de Melhor Fotografia é um dos que apresentam maior equilíbrio, onde, tentar estabelecer um dos cinco concorrentes como favorito é uma tarefa complicada. Dando então uma passada rápida, encontramos Matthew Libatique, em Cisne Negro, estabelecendo grande ênfase em colorações opostas (no caso, branco e preto) além de alternar grandes planos.
Demonstrando de forma magnífica as entranhas da Universidade de Harvard, Jeff Cronenweth em A Rede Social apresenta um trabalho impecável, consagrando-se como a quarta força.
Possivelmente tendo a melhor fotografia do ano, O Discurso do Rei, graças a grande presença de Danny Cohen, que utiliza situações esbranquiçadas, claramente, recorrendo as intermináveis neblinas do território inglês.
Agora então, utilizando como fator as premiações já realizadas, a grande disputa está concentrada nas mãos de Bravura Indômita e A Origem. O primeiro, venceu alguns prêmios, como o BAFTA, e conta com o forte nome de Richard Dawkings, um dos melhores profissionais da área na atualidade, porém, um leve detalhe estabelece que a produção de Christopher Nolan deve se sair vencedora. Este detalhe, deve-se ao fato do Sindicato (ASC) premiar Wally Pfister e A Origem, deixando então, este com mais chances de uma vitória.

O prêmio do Sindicato pode ser o fator preponderante para apontar 'A Origem' como grande favorito.

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO As adaptações, sejam elas baseadas em outros roteiros ou em livros, possuem alto teor comparativo. Logo, a Academia não avalia somente o desempenho do roteiro em si, mas também o êxito do resultado de sua transição para a tela. A inserção das continuações no hall de competidores torna ainda mais difícil as previsões, principalmente em um ano em que temos Bravura Indômita , A Rede Social e Toy Story 3 como candidatos mais prováveis de receber o Oscar. É coerente, porém, uma inclinação um pouco maior para A Rede Social.

Com diálogos rápidos, a adaptação do livro 'Bilionários por Acaso' deverá render uma estatueta para 'A Rede Social'

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL Antes do prêmio do Sindicato de Roteiristas (WGA Awards) a dúvida era grande sobre qual dos dois filmes apontados como favoritos nessa categoria venceriam, são eles A Origem (Christopher Nolan) e O Discurso do Rei (David Seidler). Quem saiu ganhando no WGA foi Christopher Nolan e nada mais justo. Porém os comentários de votantes e membros da Academia dão a crer que o prêmio dessa categoria fica com O Discurso do Rei. O filme ganhou um ‘buzz’ muito intenso nos dias antes dos indicados serem anunciados. O que conta pontos a favor de Nolan, foi o fato de ele não ter sido indicado na categoria Melhor Diretor e ter causado muitas revoltas mundo a fora, então, para acalmar mais os fãs de A Origem ele poderia levar esse Oscar. Os outros indicados nessa categoria são Mike Leigh por Another Year; Scott Silver, Paul Tamasy, e Eric Johnson por O Vencedor e Lisa Cholodenko e Stuart Blumberg por Minhas Mães e Meu Pai.

David Seidler tem como maior adversário Christopher Nolan, mas surge com um leve favoritismo.

MELHOR ATOR COADJUVANTE Ano passado, a vitória de Christoph Waltz já era certa desde sua indicação. A performance do ator em Bastardos Inglórios fazia-o se destacar dentre os demais. Esse ano, não existem atuações que se destaquem de forma exorbitante. Todavia, entre os candidatos a Melhor Ator Coadjuvante, dois são favoritos. O inglês Geoffrey Rush como o sereno Dr. Logue em O Discurso do Rei e o sempre coeso Christian Bale como o ex-lutador Dick Eklund em O Vencedor. Tudo aponta para que Bale seja o vencedor. Suas vitórias no Globo de Ouro e no Screen Actor Guild Awards lhe dão força para levar o Oscar.

O 'Super Favorito' da noite: Christian Bale deverá receber sua primeira estatueta.

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE Será notável que esta categoria é uma das mais difíceis e com grandes nomes. Reino Animal, que rendeu uma indicação para Jacki Weaver, ainda não chegou aos cinemas nacionais, então analisando as outras concorrentes, Hailee Steinfeld é uma das melhores coisas de Bravura Indômita dos irmãos Coen, se ela vencesse na categoria seria uma boa ‘zebra’ (assim como todas as outras). Helena Bonham Carter está muito agradável e encantadora em O Discurso do Rei, não seria injusto, também, que ela ganhasse o prêmio. Amy Adams e Melissa Leo disputam o prêmio pelas atuações no mesmo filme O Vencedor, ambas estão excelentes em seus personagens, porém é quase certo que Melissa Leo ganhe nessa categoria, não só porque ela está em uma ótima atuação, mas porque venceu várias premiações esse ano, inclusive o SAG. Porém, nas últimas semanas Melissa se envolveu em um fato que nunca tinha acontecido na história da premiação, ela passou a se ‘auto-promover’ na mídia americana, ‘pedindo’ votos em páginas de revistas. Muitos votantes disseram que aquilo não poderia ser feito por questão de ética e alguns disseram que ela perdeu votos por causa disso. Mas seguindo uma ordem de probabilidades, ela é tida como favorita.

Mesmo tendo seu nome circulado por muita polêmica nos últimos dias, Melissa Leo ainda segue como favorita.

MELHOR ATRIZ A Academia, variavelmente, costuma entregar um prêmio denominado ‘Prêmio pela Carreira’. Obviamente, essa nomeação passa longe de ser oficial, entretanto, é altamente ativa. E tal ‘prêmio’ não é uma exclusividade da categoria de Melhor Atriz; Atores e principalmente diretores também tiveram que se adequar a essa verdadeira compensação. Este pode ser, veja bem, pode ser, a única explicação para um resultado diferente do esperado, aplicando-se esta hipótese, caso Annette Bening saia vencedora.
Indicada três vezes ao Oscar, isso mesmo, três vezes (Os Imorais, Beleza Americana, Adorável Júlia), Bening jamais recebeu uma estatueta, podendo agora, vencer muito mais por esse quesito do que propriamente por sua atuação no típico filme norte-americano, e completando sua quarta indicação, Minhas Mães e Meu Pai.

Nicole Kidman, já vencedora por As Horas, depois de muito tempo afastada de grandes papéis, reaparece desta vez no drama Reencontrando a Felicidade, mas apresentando poucas chances de sair com sua segunda estatueta. A dupla Michelle Williams e Jennifer Lawrence, surgem como notáveis revelações, valendo realmente suas indicações como um verdadeiro reconhecimento de seus papéis em Namorados Para Sempre e Inverno da Alma respectivamente.
Então, se tudo ocorrer dentro da normalidade estabelecida, o Oscar de Melhor Atriz deverá ser entregue para Natalie Portman, por seu brilhante papel em Cisne Negro. Logo em sua segunda indicação (anteriormente, Closer – Perto Demais), Portman surge como a grande favorita e possível vencedora.

Se tudo ocorrer dentro do previsto, a Academia deverá premiar Natalie Portman

MELHOR ATOR Nessa categoria, dois atores que concorreram ano passado (também como ‘Melhor Ator’) estão de novo na disputa pelo Oscar, são eles Jeff Bridges (ano passado venceu por Coração Louco) que concorre agora por Bravura Indômita e Colin Firth (ano passado concorreu por Direito de Amar) e esse ano é tido como o favorito e possível ganhador por O Discurso do Rei. Colin Firth esse ano concorreu a inúmeros prêmios por sua atuação em O Discurso do Rei e venceu em vários prêmios da crítica americana e também o Globo de Ouro, Bafta e o SAG Awards. Javier Bardem por Biutiful foi uma surpresa no meio dos indicados, em algumas premiações anteriores ao Oscar, o ator Robert Duvall havia sido indicado nessa categoria pelo filme Get Low, porém a atriz Julia Roberts fez uma campanha intensa para a indicação de Javier, isso, alguns dias antes das votações se encerrarem. Completando os cinco indicados, Jesse Eisenberg por A Rede Social e James Franco por 127 Horas.

Os gaguejos de Rei George renderão a primeira estatueta para Colin Firth

MELHOR DIRETOR Até o DGA Awards todas as premiações do ano nessa categoria tiveram como vencedor David Fincher por A Rede Social, nada injusto, em vista do exímio trabalho do diretor nesse filme. Porém no DGA, prêmio que nos últimos sete anos tem coincidido com o mesmo da categoria no Oscar, premiou o diretor Tom Hooper por seu trabalho em O Discurso do Rei, e é ele o possível ganhador. Os outros três indicados nessa categoria são Darren Aronosfky pelo seu impecável Cisne Negro; Joel e Ethan Coen por Bravura Indômita e David O. Russell por O Vencedor. Outro diretor que se houvesse sido indicado não seria injustiça é Danny Boyle pelo incrível 127 Horas.

David Fincher e Tom Hooper: A grande disputa da noite

A principal categoria da noite, e, obviamente do ano, repete pelo segundo ano consecutivo uma nova fórmula, onde, dez produções preenchem o cargo de Melhor Filme do Ano. Temporada passada, a disputa acirrada ficava entre Guerra ao Terror e Avatar, sendo que no fim, o filme de Kathryn Bigelow acabou desbancando James Cameron e sua tecnologia revolucionária.
Fazendo uma análise pura e simples, cinco filmes já saem um passo a frente, já que, incoerentemente, enquanto dez filmes são indicados a principal categoria, apenas cinco diretores concorrem a seus respectivos prêmios, o que, não deixa de ser um grande indício dos melhores filmes pela Academia. A escolha de dez produções, mais vale como um reconhecimento ao trabalho de tais produções, fazendo questão ao enfatizar películas independentes; premiados em festivais; blockbusters e animações, surgindo como um ato, teoricamente, democrático.

Inverno da Alma e Minhas Mães e Meu Pai se encaixam no grupo onde a mera lembrança já vale quase como um prêmio. Produções independentes e premiadas em festivais, além de surpresas por parte dos críticos, conseguem uma indicação importante para seus respectivos produtores.
Em Inverno da Alma, da diretora Debra Granik, Ree Dolly (Jennifer Lawrence), com um pai ausente e uma mãe deprimida, mantém sua família unida, em um espaço rural altamente pobre. Ela é surpreendida, no entanto, quando o xerife local, lhe traz uma mensagem dizendo que seu pai colocou sua casa, praticamente a única base de sustento da família, como garantia de sua fiança, sendo que, caso ele não apareça para o julgamento no prazo de uma semana, a casa será confiscada e a família debilitada de Ree, será cruelmente despejada. Sabendo que seu pai esteve envolvido no tráfico de drogas local na fabricação de metanfetamina, a garota sai em busca de seu paradeiro, colocando sua própria vida em perigo, mas tudo, para conseguir salvar sua família.
No drama, Minhas Mães e Meu Pai, da diretora Lisa Cholodenko, Nic (Annette Bening) e Jules (Julliane Moore) formam uma família bem atípica norte americana. Casadas, e com dois filhos, as duas apresentam, entretanto, um convívio normal para qualquer casal. Intrigas, situações amorosas, brigas, auto-controle…  Pouco depois de completar dezoito anos, a filha mais velha do casal, Joni (Mia Wasikowska), decide descobrir quem é o doador de espermas para sua ‘mães’, já que, os dois filhos, foram concebidos de inseminações artificiais, cada um, em uma das mães. Nisso, este doador, Paul (Mark Ruffalo), acaba entrando completamente na vida família, gerando conflitos que somente, debaixo daquele teto, poderão ser resolvidos.

A produção considerada um dos melhores filmes do ano, e de fato, um dos melhores avaliados por todo o percurso norte-americano e mundial, a animação Toy Story 3 tentará fazer história e se tornar o primeiro filme do gênero a vencer a principal categoria. Uma opção improvável, mas que jamais deve ser descartada. Na produção da Pixar, Woody, Buzz e toda turma estão de volta. Como seu dono Andy se prepara para partir para a faculdade, seus brinquedos fiéis, se encontram na creche, que depois de uma confusão, acaba sendo seu mais novo lar. Tendo que disputar seu espaço com os outros brinquedos, a turma de brinquedos, obviamente, liderados pela dupla implacável Woody e Buzz, terão que planejar uma fuga arriscada, para conseguir quem sabe, voltar ao tão aconchegante, quarto do Andy.
Durante muito tempo, 127 Horas e A Origem estiveram elencados entre os melhores filmes do ano, porém a exclusão de Danny Boyle e Christopher Nolan na categoria de Melhor Diretor, deixa bem claro que tais produções perderam sua forças e também apresentam remotas chances de saírem vencedores.
127 Horas, é uma verídica história de ‘aventura’ do alpinista Aron Ralston (interpretado por James Franco), para salvar a si mesmo após a queda de uma pedra sobre seu braço, em um local totalmente isolado em Utah. Nos próximos cinco dias em que fica preso, Ralston começa a examinar sua vida e tentar elaborar uma estratégia, sobretudo, em sua mente, para que ele, consiga escapara dessa verdadeira enrascada.
Em A Origem, Dom Cobb (Leonardo DiCaprio) é um ladrão especializado, o melhor absoluto na arte perigosa da extração, que consiste, em roubar segredos valiosos do fundo do subconsciente durante o estado do sonho, momento este, em que a mente está no seu estado mais vulnerável. Esta habilidade rara de Cobb, faz dele um jogador cobiçado no mundo traiçoeiro da espionagem empresarial, mas também, um fugitivo internacional que custou-lhe tudo o que ele já amou. Tendo agora uma nova chance para sua redenção, este último trabalho, pode trazer de volta sua vida. Porém, agora, ao invés de roubar uma idéia, ele e sua equipe terão que fazer o inverso, ou seja, implantar uma idéia.

Então, utilizando o indício dos indicados a premio de direção, os cinco restantes, são os principais concorrentes. Dentre eles, Cisne Negro de Darren Aronofsky e O Vencedor de David O. Russel, aparecem como forças menores, mas que não deixam de ser um grande passo a frente a seus respectivos diretores, que pela primeira vez, são lembrados pelo prêmio da Academia. Em Cisne Negro, Nina (Natalie Portman), uma bailarina de uma companhia de balé de Nova York, tem uma vida praticamente inteira consumida pela dança. Desde manhã, antes mesmo de se alimentar, a garota de um pouco mais de vinte anos já se exercita na frente de um espelho, treinando os passos e movimentos que mais tarde tende a executar. Ela ainda mora com sua mãe, Erica (Barbara Hershey), bailarina aposentada que assume a figura de maior incentivadora do sucesso de sua filha. O diretor da companhia de balé, Thomas Leroy (Vincent Cassel), acabara de forçar a aposentadoria de Beth MacIntyre (Winona Ryder), tendo agora em aberto o cargo de primeira bailarina de O Lago dos Cisnes. Nina é a primeira da lista, porém agora com uma forte concorrente, a novata Lily (Mila Kunis)
O drama O Vencedor, narra a vida de Dicky Ecklund (Christian Bale), uma lenda do boxe que desperdiçou o seu talento e a sua grande chance. Agora, o seu meio-irmão Micky Ward (Mark Wahlberg) tentará se tornar uma nova esperança de campeão e superar as conquistas de Dicky. Treinado pela família e sem obter sucesso em suas lutas, Micky terá que escolher entre seus familiares e a vontade de ser um verdadeiro campeão. O longa é inspirado em uma história real.

Bravura Indômita parece ser um caso a parte. Praticamente escondido por sua produtora, o filme acabou chegando em cima da hora aos cinemas, surpreendendo positivamente a todos. Releitura da produção de mesmo nome de 1969, o filme vem ganhando força nos últimos dias, sobretudo, graças a sua dupla de diretores, Ethan Coen e Joel Coen. O que provavelmente poderá reduzir esse poderio do novo filme dos irmãos Coen, é que se torna muito difícil a Academia premiar produções em tão curto espaço de tempo, já que os irmãos Coen venceram recentemente por Onde os Fracos Não Têm Vez.
Na releitura da produção de 1969, Bravura Indômita acompanha a jovem de quatorze anos Mattie Ross (Hailee Steinfeld), que quando seu pai é baleado a sangue frio pelo covarde Tom Chaney (Josh Brolin), ela fica determinada a trazê-lo á justiça. Com a ajuda do bêbado delegado Rooster Cogburn (Jeff Bridges), ela parte – apesar das objeções dele – para caçar Chaney. O sangue derramado de seu pai faz com que ela tenha que perseguir o criminoso em território indígena e encontrá-lo antes que um patrulheiro texano, chamado LeBoeuf (Matt Damon), capture-o e o leve de volta ao Texas pelo assassinato de outro homem.

De um lado, uma rede mundial de relacionamentos, de outro, a dificuldade que um Nobre encontra para discursar perante público. Em uma noite de outono, em 2003, graduado em Harvard e gênio em programação de computadores, Mark Zuckerberg (Jesse Eisenberg) senta diante de seu computador e, acaloradamente, começa a trabalhar em uma nova ideia. Contando com a ajuda de seu amigo Eduardo Saverin (Andrew Garfield) e com as dicas do empresário Sean Parker (Justin Timberlake) e no furor dos blogs e programação, o que começa em seu quarto logo se torna uma rede social global e uma revolução na comunicação: o Facebook. Em apenas seis anos e 500 milhões de amigos mais tarde, Mark Zuckerberg é o mais jovem bilionário da história… Mas, para este empresário, o sucesso traz complicações pessoais e legais.
Em contrapartida, quando seu irmão, o Rei Edward VIII (Guy Pearce), abdica a coroa para se casar com uma americana, George (Colin Firth) é forçado a se tornar o novo monarca da Inglaterra. Mas o novo rei enfrenta uma complicada crise: sua gagueira nervosa o impede de ter uma voz de comando. Vendo a necessidade de se tornar um grande líder ele contrata o excêntrico fonoaudiólogo Lionel Logue (Geoffrey Rush) para ajudá-lo a ser o rei que seu país precisa para enfrentar a iminente Segunda Guerra Mundial.

Se ano passado, a clara disputa se prendia a Avatar e Guerra ao Terror, nesse ano, não encontramos muitas diferenças, já que A Rede Social e O Discurso do Rei brigam igualmente pelo grande prêmio da noite. Durante meses, David Fincher e seu A Rede Social eram dados praticamente como cartas marcadas para vencer com tranqüilidade o Oscar. Unânime em praticamente TODOS os prêmios de circuito americano, algo até então inédito, o filme que conta a história do Facebook viu esse cenário que era dado como certo, virar completamente em menos de uma semana. Porque?

Os sindicatos de Hollywood, que se estabelecem como grande parte da massa votante no Oscar, pareceu incomodado com a soberania de A Rede Social e decidiu premiar a surpresa O Discurso do Rei. Tudo começou quando o filme de Tom Hooper e estrelado por Colin Firth, surpreendentemente venceu o Producers Guild of Amercia (PGA), um dos prêmios de maior influencia, sendo que nos últimos três anos, coincidiu com o prêmio da Academia (Onde os Fracos Não Têm Vez, Quem quer Ser um Milionário e Guerra ao Terror). Não bastasse isso, foi à vez de Tom Hooper faturar o Directors Guild of America (DGA), premiação dada pelos próprios diretores, que no caso, desde Martin Scorsese por Os Infiltrados em 2006, vem coincidindo nesta categoria. Finalizando com ‘Chave de Ouro’, essa virada digna de gerar um mega-filme, foi à vez dos próprios atores nomearem O Discurso do Rei como o melhor do ano, no Screen Actors Guild Awards (SAG), onde Colin Firth conduziu a produção a vitória.

Fazendo então uma condensação sobre o que esperar da categoria Melhor Filme no Oscar 2011, fica claro que o grande favorito passa a ser O Discurso do Rei. Porém vale lembrar que A Rede Social, que agora, parece ser dada como carta fora do baralho, tem chances praticamente equivalentes de vencer.
Agora só resta aguardar, o que a Academia irá decidir, e quem será o grande vencedor. O favorito O Discurso do Rei? O unânime A Rede Social? Os irmãos Coen e seu Bravura Indômita? Ou uma surpresa?

And Oscar Goes to…….

Confira abaixo, a crítica de todos os filmes indicados a Melhor Filme:

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Filipe Ferraz

Apostas:

Melhor Filme: A Rede Social | Melhor Diretor: David Fincher (A Rede Social) | Melhor Ator: Colin Firth (O Discurso do Rei) | Melhor Atriz: Natalie Portman (Cisne Negro) | Melhor Ator Coadjuvante: Christian Bale (O Vencedor) | Melhor Atriz Coadjuvante: Melissa Leo (O Vencedor) | Melhor Roteiro Original: Minhas Mães e Meu Pai (Lisa Chodolenko e Stuart Blumberg) | Melhor Roteiro Adaptado: A Rede Social (Aaron Sorkin) | Melhor Edição: A Rede Social | Melhor Fotografia: Bravura Indômita | Melhor Direção de Arte: O Discurso do Rei | Melhor Mixagem de Som: A Origem | Melhor Edição de Som: A Origem | Melhor Figurino: O Discurso do Rei | Melhor Trilha Sonora: A Rede Social (Trent Reznor, Atticus Ross) | Melhor Filme Estrangeiro: Em Um Mundo Melhor (Dinamarca) | Melhor Documentário: Trabalho Interno | Melhor Animação: Toy Story 3 | Melhores Efeitos Visuais: A Origem | Melhor Maquiagem: O Lobisomem | Canção Original: Toy Story 3 (We Belong Together) |

Torcida:

Melhor Filme: A Origem | Melhor Diretor: Darren Aronofsky (Cisne Negro) | Melhor Ator: Colin Firth (O Discurso do Rei) | Melhor Atriz: Natalie Portman (Cisne Negro) | Melhor Ator Coadjuvante: Geoffrey Rush (O Discurso do Rei) | Melhor Atriz Coadjuvante: Hailee Steinfeld (Bravura Indômita) | Melhor Roteiro Original: A Origem (Christopher Nolan) | Melhor Roteiro Adaptado: A Rede Social (Aaron Sorkin) | Melhor Edição: A Rede Social | Melhor Fotografia: O Discurso do Rei | Melhor Direção de Arte: O Discurso do Rei | Melhor Mixagem de Som: A Origem | Melhor Edição de Som: A Origem | Melhor Figurino: O Discurso do Rei | Melhor Trilha Sonora: A Origem (Hans Zimmer) | Melhor Filme Estrangeiro: Biutiful (México) | Melhor Documentário: Lixo Extraordinário | Melhor Animação: Toy Story 3 | Melhores Efeitos Visuais: A Origem | Melhor Maquiagem: O Lobisomem | Canção Original: Country Strong (Coming Home)|

Ávila Souza

Apostas:

Melhor Filme: O Discurso do Rei | Melhor Diretor: Tom Hooper (O Discurso do Rei) | Melhor Ator: Colin Firth (O Discurso do Rei) | Melhor Atriz: Natalie Portman (Cisne Negro) | Melhor Ator Coadjuvante: Christian Bale (O Vencedor) | Melhor Atriz Coadjuvante: Melissa Leo (O Vencedor) | Melhor Roteiro Original: O Discurso do Rei (David Seidler) | Melhor Roteiro Adaptado: A Rede Social (Aaron Sorkin) | Melhor Edição: A Rede Social | Melhor Fotografia: Bravura Indômita | Melhor Direção de Arte: Alice no País das Maravilhas | Melhor Mixagem de Som: A Origem | Melhor Edição de Som: A Origem | Melhor Figurino: Alice no País das Maravilhas | Melhor Trilha Sonora: A Rede Social (Trent Reznor, Atticus Ross) | Melhor Filme Estrangeiro: Biutiful (México) | Melhor Documentário: Restrepo | Melhor Animação: Toy Story 3 | Melhores Efeitos Visuais: A Origem | Melhor Maquiagem: O Lobisomem | Canção Original: 127 Horas (If I Rise) |

Torcida:

Melhor Filme: Toy Story 3 | Melhor Diretor: Tom Hooper (O Discurso do Rei) | Melhor Ator: Colin Firth (O Discurso do Rei) | Melhor Atriz: Natalie Portman (Cisne Negro) | Melhor Ator Coadjuvante: Christian Bale (O Vencedor) | Melhor Atriz Coadjuvante: Melissa Leo (O Vencedor) | Melhor Roteiro Original: A Origem (Christopher Nolan) | Melhor Roteiro Adaptado: A Rede Social (Aaron Sorkin) | Melhor Edição: A Rede Social | Melhor Fotografia: Bravura Indômita | Melhor Direção de Arte: Alice no País das Maravilhas | Melhor Mixagem de Som: A Origem | Melhor Edição de Som: Tron – O Legado | Melhor Figurino: Alice no País das Maravilhas | Melhor Trilha Sonora: A Rede Social (Trent Reznor, Atticus Ross) | Melhor Filme Estrangeiro: Biutiful (México) | Melhor Documentário: Restrepo | Melhor Animação: Toy Story 3 | Melhores Efeitos Visuais: A Origem | Melhor Maquiagem: O Lobisomem | Canção Original: 127 Horas (If I Rise) |

Gabriel Meyohas

Apostas:

Melhor Filme: O Discurso do Rei | Melhor Diretor: Tom Hooper (O Discurso do Rei) | Melhor Ator: Colin Firth (O Discurso do Rei) | Melhor Atriz: Natalie Portman (Cisne Negro) | Melhor Ator Coadjuvante: Christian Bale (O Vencedor) | Melhor Atriz Coadjuvante: Melissa Leo (O Vencedor) | Melhor Roteiro Original: O Discurso do Rei (David Seidler) | Melhor Roteiro Adaptado: A Rede Social (Aaron Sorkin) | Melhor Edição: Cisne Negro | Melhor Fotografia: Bravura Indômita | Melhor Direção de Arte: O Discurso do Rei | Melhor Mixagem de Som: A Origem | Melhor Edição de Som: Bravura Indômita | Melhor Figurino: Bravura Indômita | Melhor Trilha Sonora: O Discurso do Rei (Alexandre Desplat) | Melhor Filme Estrangeiro: Biutiful (México) | Melhor Documentário: Trabalho Interno | Melhor Animação: Toy Story 3 | Melhores Efeitos Visuais: A Origem | Melhor Maquiagem: O Lobisomem | Melhor Canção Original: Toy Story 3 (We Belong Together)

Torcida:

Melhor Filme: Cisne Negro| Melhor Diretor: Darren Aronofsky (Cisne Negro) | Melhor Ator: Colin Firth (O Discurso do Rei) | Melhor Atriz: Natalie Portman (Cisne Negro) | Melhor Ator Coadjuvante: Geoffrey Rush (O Discurso do Rei) | Melhor Atriz Coadjuvante: Hailee Steinfeld (Bravura Indômita) | Melhor Roteiro Original: O Discurso do Rei (David Seidler) | Melhor Roteiro Adaptado: A Rede Social (Aaron Sorkin) | Melhor Edição: Cisne Negro | Melhor Fotografia: Bravura Indômita | Melhor Direção de Arte: O Discurso do Rei | Melhor Mixagem de Som: A Origem | Melhor Edição de Som: Bravura Indômita | Melhor Figurino: Bravura Indômita | Melhor Trilha Sonora: O Discurso do Rei (Alexandre Desplat) | Melhor Filme Estrangeiro: Incêndios (Canadá) | Melhor Documentário: Lixo Extraordinário | Melhor Animação: Toy Story 3 | Melhores Efeitos Visuais: Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 1 | Melhor Maquiagem: O Lobisomem | Melhor Canção Original: Toy Story 3 (We Belong Together)

Um comentário em “Prévia: Oscar 2011”

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