Água Para Elefantes (2011)

Drama estrelado por Robert Pattison não consegue se sustentar.


Foi na produção literária de extremo sucesso Water For Elephants, da escritora Sara Gruen, que o ator Robert Pattison viu uma chance de estrelar uma produção que lhe oferecesse embasamento para uma atuação de gente grande. Foi também neste livro, que Francis Lawrence, famoso por dirigir artistas como Aerosmith e Britney Spears, encontrou outra chance para adentrar firmemente em Hollywood. E foi com Água Para Elefantes que os dois, sem titubear, erraram.
Podemos até mesmo dizer, que a escolha dos dois em adentrar nesse projeto, tenha sido acertada, já que o livro demonstra oferecer grande dramaticidade, porém o resultado, em grande parte, é muito decepcionante.

Jacob Jankowski (Robert Pattison) está prestes a terminar o curso de veterinária em uma das melhores escolas dos EUA, o ano é 1931, e o país ainda sofre com a grande depressão. Seus pais debitaram sua moradia para pagar os estudos do garoto, e como o próprio diz, foi no ‘abrir de uma porta’ que tudo mudou: Jacob é avisado da morte de seus pais em um acidente de carro. Perdendo tudo, inclusive sua casa, o rapaz não consegue nem ao menos terminar seu curso superior e acaba partindo sem direção, em busca de algo que possa preencher esse grande vazio.
É então que Jacob acaba pegando uma ‘carona’ que iria mudar completamente sua vida. Ele adentra em um trem carregado de loucos, vagabundos e desajustados que ganham a vida no circo dos ‘Irmãos Benzini’. Jacob acaba ficando encarregado de cuidar dos animais, é então que ele conhece a atração principal do circo, a bela Marlena (Reese Witherspoon), e logo o rapaz se interessa por ela. Porém um detalhe dificulta tudo, Marlena é casada com August (Christoph Waltz), dono do Circo e um bravo e impiedoso administrador.
Depois do sacrifício do cavalo de Marlena, que praticamente sustentava a apresentação, o Circo dos Irmãos Benzini encontra em Rosie, uma simpática elefanta, a chance de voltar a reinar em um país totalmente cabisbaixo.

Depois de duas produções voltadas para um público mais específico (Eu Sou a Lenda e Constantine), o diretor Francis Lawrence em parceria com o roteirista Richard LaGravenese (O Pescador de Ilusões e As Pontes de Madison) inicia sua narrativa de forma correta, ao apresentar a figura de Jacob com 93 anos (interpretado brilhantemente pelo ótimo Hal Holbrook), utilizando então uma transição muito eficiente ao mesclar as falas de Jacob idoso e ainda quando jovem, no momento em que ele começa a contar toda sua trajetória. Entretanto, se em menos de cinco minutos já nos entusiasmamos pela incrível vitalidade e a maneira particular de Holbrook, nos distanciamos completamente de outra fraca atuação de Robert Pattison.
Se o protagonista da saga Crepúsculo deseja deixar esta áurea de lado, não será este o melhor caminho. Em uma atuação sem nem mesmo demonstrar carisma, Pattison apresenta uma dificuldade incalculável em expressar os sentimentos de Jacob, aliás, que hilário ele interpretar um personagem com o nome de seu alter ego na série vampiresca……
Falta a Lawrence também, explorar não só as entranhas do mundo ‘sujo’ por trás do circo, como também, adentrar em tomadas das próprias apresentações, como por exemplo, utilizar uma câmera vibrante entre os saltos de palhaços ou malabarismos.

Sendo muito arrastado, Água Para Elefantes não consegue equilibrar seu ritmo durante seus 120 minutos, devido principalmente a má construção dos personagens, além de um desenvolvimento ‘frio’ entre Pattison e Witherspoon, fazendo com que a apreciação de seu drama se torne complicado.
Obviamente, o longa possui seus bons momentos, dentre eles, como já mencionado, os primeiros dez minutos em que Hal Holbrook domina; e graças a mais um belo trabalho de Christoph Waltz. Mesmo sem inovar em suas facetas, inclusive uma das tomadas finais é idêntica a determinada sequencia de Bastardos Inglórios, Waltz entrega mais um pseudo-vilão com extrema elegância e desenvoltura.

Tendo também alguns bons momentos em seu drama, Água Para Elefantes sofre severamente com seu ritmo pouco inspirado e nada eficiente. Em uma de suas melhores chances, Pattison decepciona, fazendo com que nem mesmo assim, os erros da produção sejam postas de lado.

Nota: 5,0

por Filipe Ferraz

2 comentários Adicione o seu

  1. Tenho vontade de ver esse, a campanha dele foi forte.

    http://cinelupinha.blogspot.com/

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