2011, Cinema, Críticas

X-Men: Primeira Classe (2011)

Despretensioso, divertido e humano, o filme ensina como deve ser uma adaptação de quadrinhos ao cinema


Antes de serem conhecidos como ‘Professor X’ e ‘Magneto’, Charles Xavier (James McVoy) e Erik (Michael Fassbender) se conheceram ainda jovens quando estavam descobrindo a dimensão de seus poderes e as conseqüências que eles poderiam trazer. Juntos com a astuta Raven, ‘Mística’, (Jennifer Lawrence) e o gênio Hank McCoy, ‘Fera’, (Nicholas Hoult) eles tentam recrutar jovens mutantes que, como eles, precisam de ajuda para poder desenvolver e controlar seus poderes. Em comum, Xavier e Erik enfrentarão um inimigo da infância de Erik, Sebastian Shaw (Kevin Bacon) que depois de alguns anos se uniu aos soviéticos e ‘ameaça a paz na Terra’ com mísseis nucleares, durante a Guerra Fria.

Muito se duvidou no começo, assim que a primeira foto vazou, sobre o que sairia no resultado final do filme X-Men: Primeira Classe. Estava diferente de tudo que já se tinha visto de heróis e dos mutantes no começo. Depois que o filme foi lançado percebeu-se que o diferente e novo era, de fato, melhor do que o esperado. A escolha de Matthew Vaughn como diretor foi de primordial importância para o sucesso do filme. Ele é simplesmente criativo, ousado e sabe como misturar boas cenas de ação, comédia, cores e aventura.

Quem leu os primeiros quadrinhos dos X-Men pode ter sentido falta de alguns personagens ou substituição de outros, porém quando um roteiro é adaptado da maneira que X-Men: Primeira Classe foi ao cinema, todas as divergências com o original são esquecidas, e às vezes até louváveis. O elenco está todo em sintonia no filme e todos trabalham muito bem, mas dou destaque para Michael Fassbender (Bastardos Inglórios), Jannifer Lawrence (Inverno da Alma) e Nicholas Hoult (Direito de Amar). A inexperiência e o medo dos jovens mutantes conseguiam se ligar e explicar algumas coisas nos demais filmes.

Outro grande triunfo do longa, foi a capacidade que ele teve de realmente voltar no tempo. Grandes filmes pecam por acharem que apenas maquiagem e figurino conseguem construir um filme que se passa algumas ou muitas décadas atrás. O novo filme dos mutantes se passa nos anos 60 e conta com todos os detalhes que nos fazem crer no período. A direção de arte deixa algumas cenas do filme exatamente iguais às cenas de filmes sobre espionagem daquela década. Tudo isso sem perder a essência dos quadrinhos.

X-Men: Primeira Classe é sem dúvida uma das melhores adaptações de quadrinhos de herói para o cinema. Particularmente, a primeira trilogia de X-Men me agradava e no começo não achei que esse filme fosse fazer justiça à eles, porém fico feliz em dizer que este X-Men consegue superá-los. Tirando umas duas cenas em que os efeitos visuais são exagerados e a maquiagem do Dr. Hank McCoy como ‘Fera’, o filme só merece elogios.

Nota: 9,0

por Ávila Souza

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