Transformers: O Lado Oculto da Lua (2011)

Eis a definição de um filme meia boca


Não que seja relevante, mas o enredo de Transformers: O Lado Oculto da Lua trata de, mais uma vez, um confronto entre os autobots e decepticons que se iniciou na época da corrida espacial entre EUA e URSS. Megatron e os decepticons agora tentam reconstruir o destruído planeta dos alienígenas e quer utilizar o planeta Terra como alicerce para isso, portanto é missão de Optimus Prime e dos autobots, ajudar os humanos a defender o Planeta em que eles agora têm como casa.

A primeira metade do filme é frustrante. Conseguiu o feito de reunir o maior número de piadas ruins em poucas cenas entre os filmes que eu já vi. O filme se torna forçado, maçante e muito, acima de tudo, muito sem graça. A substituição de Megan Fox pela modelo e iniciante atriz Rosie Huntington-Whiteley não é muito perceptível. Falo isso porque o carisma das duas é quase o mesmo, a importância delas nos filmes é do mesmo nível, e ambas são, como atrizes, belas mulheres.

A melhor parte do filme, como de esperado, são os efeitos visuais e sonoros. Michael Bay se mostrou um mestre nessas áreas em Transformers 3. A partir dos 40 últimos minutos do filme, se iniciam sequências de explosões, perseguições, tiros e tudo que as cenas de ação dos outros filmes de Transformers já mostrou que é capaz. Essas cenas finais não decepcionam, são incansáveis, o 3D é um dos melhores que eu já vi e é muito bem usado. Claro, para não perder o costume, aqui e ali aparecem uns erros de continuação, mas nada que comprometa a ‘beleza’ das melhores cenas de longa. Porém, isso não é o suficiente para estruturar um filme de duas horas. Vi mais como uma recompensa, por ter suportado os primeiros e longos minutos do filme.

O que também tira a empolgação desse filme é que ele se inicia e termina da mesma maneira que os antecessores, o que dá liberdade de haver futuras sequências. Sim, pois o que foi visto nos três filmes é o mesmo roteiro básico com pequenas e insignificantes mudanças, que conseguiu ir piorando de filme para filme. Não achei totalmente ruim, é um daqueles filmes em que você deve desligar seu cérebro, abrir sua mente para piadas infames e ouvir muito barulho no cinema.

Nota: 5,0

por Ávila Souza

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