2013, Críticas

Frozen – Uma Aventura Congelante (2013)

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Direção: Chris Buck, Jennifer Lee
Roteiro: Jennifer Lee (roteiro e história), Chris Buck (história), Shane Morris (história), Hans Christian Andersen (baseado em conto de)
Gênero: Animação / Aventura / Comédia
Origem: Estados Unidos
Duração: 108 minutos
Tipo: Longa-metragem
Elenco (Vozes): Kristen Bell, Idina Menzel, Jonathan Groff, Josh Gad, Santino Fontana, Alan Tudyk, Ciarán Hinds, Chris Williams, Stephen J. Anderson, Maia Wilson, Edie McClurg, Robert Pine, Maurice LaMarche, Livvy Stubenrauch, Eva Bella

Sinopse: Após se descontrolar no dia de sua coroação,Elsa foge de seu reino e,sem querer,congela tudo a sua volta. Para reencontrar a irmã,e acabar com o inverno perpétuo,a jovem Anna atravessa picos nevados e penhascos perigosos e para isso contará com a ajuda do alpinista Kristoff e o boneco de neve Olaf.


A Walt Disney Animation, estúdio responsável pelas maiores obras de animação em um passado não tão distante, durante um período já mais recente parecia notoriamente fadada ao soterramento que a majoritária Pixar deslocava das atenções da Disney. Verdade seja dita, os últimos anos serviram para mudar consideravelmente este cenário, já que a trinca Enrolados, Detona Ralph e este Frozen – Uma Aventura Congelante, atingem um grau infinitamente superior a Carros 2, Valente e Universidade Monstros, além de por si só apresentarem uma enorme crescente do estúdio. E a despeito da recente escassez de criatividade da Pixar – e não é à toa encontrarmos duas continuações caça-níqueis, algo até então destoante do estúdio – torna-se inegável não apontar uma reformulação na Walt Disney Animation, reabastecendo um novo fôlego e redespertando a magia que estávamos acostumados a associar ao selo Disney.

Dirigido por Chris Buck (Tarzan) e a estreante Jennifer Lee – também roteirista – Frozen empenha-se rapidamente em estabelecer as irmãs Anna e Elsa como seus dois pontos de sustentação, cuidando precisamente do desenvolvimento de ambas, dando ao espectador uma aproximação com as personalidades e características de cada, evitando, por exemplo, um distanciamento capaz de desprezarmos o caminho que cada uma percorrerá durante a difícil tarefa a quais são submetidas.
O relacionamento entre Anna e Elsa é tratado de maneira cuidadosa pelo roteiro de Lee, acompanhando de modo tocante o acidente envolvendo os poderes especiais (controlar o gelo) de Elsa, ainda durante a infância, fazendo assim com que os pais as mantivessem afastadas.

Utilizando mais uma vez belíssimas canções que modelam dramaticamente o isolamento que caracterizam Elsa e Anna, a Disney atinge um dos ápices de toda sua história na sequência de Let It Go (ou Livre Estou adaptado na dublagem), fazendo desta cena específica uma virada importantíssima tanto na trama como na evolução de Elsa, além de visualmente apresentar características peculiares que engrandecem o aspecto estrutural de Frozen. O design desta sequência, aliás, poderia representar sucintamente a estupenda direção de arte, que fomenta um ambiente envolvente, realizando uma interessante mescla com a fria e azulada fotografia, construindo um intenso e abrangente cenário que determinam incontáveis belíssimos momentos do longa.

E se Frozen comporta-se exemplarmente em seu visual, personagens bem desenvolvidas (inclusive as secundárias) e canções belíssimas, é com grata surpresa que podemos dizer o mesmo de sua trama – geralmente um potencial problema – que consegue tratar temas como traição, família, amor, companheirismo e tantos outros segmentos inerentes ao selo Disney, rematando-os de maneira orgânica, jamais soando como algo artificial retirado de um livro barato de autoajuda, um perigo iminente quando segmentos tão abrangentes são confrontados.

E (não) pela primeira vez na eternidade a Walt Disney Animation transforma novamente uma fantasiosa história em sua emocionante máquina de fazer magia, voltando a ascender para esta nova geração um estúdio que outrora parecia adormecido.

★ ★ ★ ★ ★

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