Críticas, Séries

Demolidor (1ª Temporada)

Marvel’s Daredevil

Criador: Drew Goddard
País: Estados Unidos
Temporada:
Número de Episódios: 13
Gênero: Ação/Drama/Fantasia
Estreia: 10 de Abril de 2015
Duração (Episódio): 48 – 59 minutos
Elenco Principal: Charlie Cox, Deborah Ann Woll, Elden Henson, Toby Leonard Moore, Vondie Curtis-Hall, Bob Gunton, Ayelet Zurer, Rosario Dawson, Vincent D’Onofrio

Sinopse: Advogado durante o dia, à noite Matthew Murdock (Charlie Cox) usa seus sentidos aguçados, adquiridos em um acidente na infância que lhe deixou cego, para combater o crime nas ruas de Hell’s Kitchen, bairro onde cresceu em Nova York. Enquanto isso, Wilson Fisk, o Rei do Crime, trava uma guerra de gangues com os russos e procura ascender seu poder político. Mesmo sem recursos, Matt e seus amigos devem expor a verdadeira identidade de Fisk e derrotá-lo de uma vez por todas.


Marvel, Marvel, Marvel… Porque??

Antes de qualquer coisa é bom frisar: Não “sou” DC ou Marvel. Sou absolutamente leigo em histórias em quadrinhos, então tudo se resumirá a minhas experiências no cinema e no mundo televisivo.

Chega a ser complicado associar a série Demolidor com o estúdio pipocão Marvel, que todo ano lota os bolsos com baboseiras cinematográficas como Vingadores, Guardiões da Galáxia e Homem de Ferro 3 – produções que possuem a maturidade de um adolescente de 14 anos – com essa obra irrepreensível lançada em 2015. Demolidor é o que a Marvel deveria ser nos cinemas – apesar de ser evidente que são setores de produção diferente entre Cinema e TV.

Na série criada por Drew Goddard você não verá as farofas usualmente características das produções cinematográficas do estúdio. Aqui, o objetivo não é lotar a bufa de dinheiro, mas sim criar um cenário sombrio, maduro e acima de tudo complexo por volta da história de Matthew Murdock.

Demolidor passa quase toda sua primeira temporada sem que o herói título coloque seu tradicional uniforme. Porém o que a princípio pode parecer entediante, torna-se exemplar graças ao desenvolvimento não só de Murdock mas fundamentalmente de seu arqui-inimigo Wilson Fisk, vivido de forma intensa pelo eficiente Vincent D’Onofrio.

Murdock e Fisk, ao contrário do padrão Marvel, não são figuras unidimensionais. Pelo contrário, ambos são figuras complexas, que possuem basicamente o mesmo discurso, ideologias paralelas, traumas semelhantes, mas que estão de lados opostos – e o oitavo episódio “Shadows in the Glass”, o melhor da série, é preciso ao enfocar essa dualidade.

Demolidor e Fisk são contrapontos da mesma forma em que são complementos um do outro. Cada um deles transforma e constrói o arqui-inimigo. Ambos, pintados em tons de cinza, são figuras do meio em que vivem, criados por uma Hell’s Kitchen tenebrosa que faz jus ao nome. E se obviamente já fosse esperado o desenvolvimento especial de Murdock, é precioso que a série busque humanizar Fisk como uma pessoa solitária, com traumas, insegura, e não o estereótipo Marviano “Sou mal, odeio todos e quero conquistar o mundo com minhas forças malignas”.

A Marvel, quem diria, finalmente acerta em cheio com o espetacular e denso Demolidor.

Tão esperançoso como Murdock em resgatar Hell’s Kitchen é este que vos escreve, que ainda tem esperanças que o estúdio abandone o pipocão burro dos cinemas e viaje para o sombrio mundo criado pela espetacular primeira temporada de Demolidor.

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