2014, Cinema

O Doador de Memórias (2014)

The Giver

Direção: Phillip Noyce
Roteiro: Robert B. Weide (roteiro), Michael Mitnick (roteiro), Lois Lowry (baseado no livro de)
Gênero: Drama/Ficção Científica
Origem: Estados Unidos
Duração: 94 minutos
Tipo: Longa-metragem
Elenco: Jeff Bridges, Meryl Streep, Brenton Thwaites, Odeya Rush, Alexander Skarsgård, Katie Holmes, Taylor Swift, Cameron Monaghan, Katharina Damm, Emma Tremblay, Alexander Jillings, James Jillings, Jordan Nicholas Smal, Saige Fernandes, Renate Stuurman, Vanessa Cooke, John Whiteley, Kira Wilkinson, Meganne Young, Thabo Rametsi, Vaughn Lucas, Jaime Coue, Jefferson Mays

Sinopse: Uma pequena comunidade vive em um mundo aparentemente ideal, sem doenças nem guerras, mas também sem sentimentos. Para tanto uma pessoa é encarregada a armazenar estas memórias, de forma a poupar os demais habitantes do sofrimento e também de guiá-los com sua sabedoria. De tempos em tempos esta tarefa muda de mãos e agora cabe ao jovem Jonas, que precisa passar por um duro treinamento com o Doador para provar que é digno desta tarefa.

O Doador de Memórias erra consideravelmente ao apresentar falhas conceituais (e não me interessa se tais lacunas são preenchidas com a obra literária) e de execução do diretor. A primeira delas é jamais ficar claro e consistente o real motivo da existência do Doador (“Qual a utilidade prática daquele elemento dentro da sociedade?”). O diretor Phillip Noyce erra ao não se preocupar em demonstrar, por exemplo, como aquele elemento poderia solucionar determinado problema para os Anciões, ao ponto pelo menos de justificar sua existência (e um mísero “Quando eles precisarem de sabedoria” é de uma preguiça impressionante). Além da gravíssima inconsistência quanta a falta de sentimento dos personagens (se eles não sentem emoções, porque possuem características de fraternidade, ciúmes, felicidade e ansiedade? Ou na verdade a injeção diária inibe apenas aquelas emoções que são convenientes ao caminho da trama?).

A produção ao invés de perder mais tempo explicando situações para evolução da trama, se rende ao formulaico romance estúpido do jovem Jonas (o fraquíssimo e inexpressivo Brenton Thwaites) que tem que salvar o mundo por sua amada genérica.

A boa utilização da fotografia branca e preta e algumas pequenas reflexões acerca da natureza humana são um dos poucos pontos positivos do longa.

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