2015, Cinema

Amy (2015)

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Direção: Asif Kapadia
Roteiro: Asif Kapadia
Gênero: Biografia/Documentário/Música
Origem: Estados Unidos/Reino Unido
Duração: 128 minutos
Tipo: Longa-metragem

Elenco: Amy Winehouse, Mark Ronson, Tony Bennett, Pete Doherty, Blake Fielder, Juliette Ashby, Yasiin Bey, Salaam Remi

Sinopse: Ainda adolescente, Amy Winehouse já demonstrava para a família o talento vocal que possuía. Aos 18 anos ela já fazia shows na Inglaterra e, com o tempo, passou a ganhar fama. O sucesso do álbum “Back to Black” a tornou uma celebridade mundial, mas também fez com que seus problemas com álcool e drogas aumentassem exponencialmente.

É inacreditável que a história de uma das personalidades mais marcantes dos últimos anos possa surpreender tanto quanto a meteórica e trágica carreira de Amy Winehouse. O diretor Asif Kapadi consegue acesso a um material íntimo incrível, alcançando com diversas filmagens de familiares e da própria cantora reconstruir toda estrutura psicológica de Amy. Assim, logo nos primeiros minutos quando observamos uma garota alegre, “fofinha” e contagiante torna-se imediatamente “distópico” imaginá-la, poucos anos depois, cambaleando em um palco na frente de milhares de fãs, sem nem ao menos conseguir cantar um verso de suas canções.

Amy propõe-se a discutir da delicada e miserável depressão. E a abordagem do documentário é sublime, ao expor os elementos que transformaram aquela garota alegre em uma pessoa amargurada que, perdida, assinou sua trajetória de autodestruição. Ainda mais icônico é presenciar que o ex-namorado Blake Fielder seja a catarse de Amy Winehouse. Sem ele, Amy não seria uma pessoa apaixonada… Com o término do namoro de forma abrupta e entregue a depressão, e corações amargurados constroem – e destroem – grandes músicos, o marcante álbum Back To Back jamais existiria… E com o retorno do namoro, Amy foi apresentada a heroína e crack, que posteriormente ajudariam a encerrar a carreira e vida da cantora. E a catarse em torno de Blake Fielder é algo substancialmente trágico, já que essencialmente suscitou um dos álbuns mais marcantes dos anos 2000 e por fim acabou custando à vida de um talento único como Winehouse.

Marcante e emocionante, o documentário capta com comoção diversas passagens da carreira de Amy, em especial quando a cantora recebe o Grammy no ano de 2009: Sua reação ao ver que o ícone Tony Bennett entregará o prêmio, e posteriormente ao escutar na voz do ídolo seu nome como grande vencedora é emocionante. O olhar infantil de Amy, não entendendo exatamente o que ela se tornou e o que tudo aquilo representa é lírico ao representar, com um simples olhar, uma bagagem psicológica compassiva de Winehouse, que nessa altura além da depressão e vício de drogas, já era alcoólatra e sofria de bulimia, esses últimos, aliás, elementos finais que acabaram com sua vida.

Trágico, Amy é um documentário essencial sobre uma voz que jamais deixará de pulsar, onde sua curta e meteórica vida a transformaram em um símbolo de quão destrutiva é a depressão, infelizmente transcendendo todas as barreiras e sendo capaz de acabar com os mais ímpares e especiais talentos.

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