2016, Críticas

Rogue One: Uma História Star Wars (2016)

rogue-oneRogue One: A Star Wars Story

Direção: Gareth Edwards
Roteiro: Chris Weitz (roteiro), John Knoll (argumento), Gary Whitta (argumento), George Lucas (personagens), Tony Gilroy (roteiro – não creditado)
Gênero: Aventura / Fantasia / Ficção Científica
Origem: Estados Unidos
Duração: 133 minutos
Tipo: Longa-metragem
Elenco: Felicity Jones, Diego Luna, Ben Mendelsohn, Donnie Yen, Mads Mikkelsen, Alan Tudyk, Riz Ahmed, Wen Jiang, Forest Whitaker, Jonathan Aris, Valene Kane, Genevieve O’Reilly, Jimmy Smits, Anthony Daniels, Jimmy Vee, James Earl Jones, Spencer Wilding, Guy Henry

Sinopse: Após a fundação do Império Galáctico, um grupo rebelde de combatentes se reúne para realizar uma missão desesperada: roubar os planos da Estrela da Morte, enquanto enfrentam o poderoso Lord Sith conhecido como Darth Vader, que irá garantir que ela possa ser usada para impor o domínio do Imperador Palpatine.


Em 2016 tivemos uma demonstração clara de como qualquer universo pode ser expandido e/ou melhor explorado desde que trabalhado e desenvolvido da maneira correta, sem que se estabeleçam apenas como projetos caça níqueis, funcionando independentemente das obras a que se referem, mesmo que, evidentemente, quando dialogue com elas, ganhe ainda mais imponência e força.
Há pouco menos de um mês escrevi sobre o ótimo Animais Fantásticos e Onde Habitam, destacando como a importância fundamental de seu sucesso o fato de “caminhar com suas próprias pernas”. E o mesmo diagnóstico vale para Rogue One: Uma História Star Wars, que fundamenta seu êxito em pontos muitos similares a expansão da obra de J.K. Rowling.

Em Rogue One, roteirizado pela dupla Chris Weitz e Tony Gilroy, acompanhamos Jyn Erso (Felicity Jones), que ainda criança, foi afastada de seu pai, Galen (Mads Mikkelsen), devido à exigência do diretor Krennic (Ben Mendelsohn) que ele trabalhasse na construção da arma mais poderosa do Império, a Estrela da Morte. Criada por Saw Gerrera (Forest Whitaker), ela teve que aprender a sobreviver por conta própria ao completar 16 anos. Já adulta, Jyn é resgatada da prisão pela Aliança Rebelde, que deseja ter acesso a uma mensagem enviada por seu pai a Gerrera. Com a promessa de liberdade ao término da missão, ela aceita trabalhar ao lado do capitão Cassian Andor (Diego Luna) e do robô K-2SO.

Podemos dizer, sem sombras de dúvida, que Rogue One é um fantástico filme de Ação/Guerra, seja ele observado ou não por alguém familiarizado com Star Wars. Sendo assim, uma pessoa que não gosta ou acompanha a saga criada por George Lucas pode tranquilamente assistir ao filme, que no mínimo receberá em troca um eficiente longa dos gêneros citados acima, desenvolvidos de maneira ágil, numa dramaticidade no tom adequado e com personagens bem elaborados.
É claro que para nós, fãs, Rogue One funciona ainda mais forte como uma nova visita ao mundo Star Wars. E o diretor Gareth Edwards (Godzilla) é inteligente ao estabelecer uma identidade própria ao longa (o famoso letreiro inicial e as transições “cortinas” não existem e são bons exemplos a serem citados), mesmo sem deixar que a “textura” de Star Wars deixe de existir, assim, em nenhum momento nos esquecemos ou deixamos de sentir a fragrância de Star Wars, mesmo que estejamos, na maior parte do tempo, convivendo com personagens que não possuímos nenhuma familiaridade, apesar de aqui ou acolá sermos agraciados com figuras já conhecidas. E são nos personagens que reside o grande segredo para que esse excelente filme de ação se torne mais do que isso, ao atingir um nível interessante de dramaticidade.

Portanto já no estupendo ato final estamos inteiramente envolvidos com os (novos) personagens centrais, sentindo pelo destino de cada um e nos importando consideravelmente com tudo construído pelo longa – o que até pode soar irônico aos fãs, já que evidentemente sabemos o final da história.
Dessa forma, Rogue One, mesmo tendo como força motriz a incrível agilidade nas estupendas sequências de ação, consegue ainda se sustentar no drama vivido por seus personagens, o que constrói uma base incisiva de envolvimento. E parte fundamental desse sucesso deve-se ao elenco central, com excelente atuações, composto por Felicity Jones, Diego Luna, Ben Mendelsohn e Mads Mikkelsen.

Permitindo-se ainda entregar aos fãs diversos presentes, Rogue One: Uma História Star Wars expande o universo de George Lucas de modo formidável, sem se preocupar em conversar apenas com os fãs, entregando no final de tudo um espetacular filme de Ação, com nuances dramáticas poderosas de pessoas lutando e se sacrificando por seus ideais, mas Rogue One não é um filme de Guerra sobre os grandes heróis como Obi Wan, Leia e Luke, mas sim um filme de Guerra de heróis ocultos que constroem a história e são por vezes cobertos pela mesma.

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