2017, Críticas

Power Rangers: O Filme (2017)

Power Rangers

Direção: Dean Israelite
Roteiro: Zack Stentz (roteiro), Ashley Miller (roteiro), John Gatins (roteiro), Matt Sazama (roteiro), Burk Sharpless (roteiro), Max Landis (roteiro), Haim Saban (seriado), Shuki Levy (seriado)
Gênero: Ação/ Aventura
Origem: Canadá/ Estados Unidos
Duração: 124 minutos
Tipo: Longa-metragem
Elenco: Dacre Montgomery, Naomi Scott, RJ Cyler, Becky G, Ludi Lin, Bill Hader, Bryan Cranston, Elizabeth Banks, David Denman, Caroline Cave, Anjali Jay, Patrick Sabongui, Erica Cerra, Kayden Magnuson, Sarah Grey, Emily Maddison, Jaime M. Callica, Matt Shively, Garry Chalk, Fred Tatasciore

Sinopse: Um grupo de estudantes desenvolve poderes especiais, que são usados para proteger o mundo de vilões.


CRÍTICA

Um dos grandes momentos da minha infância foi quando meu pai chegou em casa e me presenteou com um boneco do Ranger vermelho, boneco esse que, somado aos outros Rangers principais, ainda fazem parte de minha coleção e os guardo com muito carinho. Acredito que boa parte dos leitores devem estar estranhando a minha familiaridade com a obra original de um filme, já que na esmagadora maioria das vezes vocês sempre leem algo como: “Nunca vi”, “Nunca li” ou até mesmo “Nunca ouvi falar”. Pois bem, como vocês puderam ver não é o caso de Power Rangers: O Filme o que invariavelmente fará com que o elemento “nostalgia” surja a todo instante na análise desta adaptação.

Na trama acompanhamos a trajetória de cinco adolescentes comuns, que descobrem dons extraordinários quando eles percebem que a sua pequena cidade, Angel Grove, e o mundo inteiro está a beira de ser extinto por uma ameaça alienígena. Escolhidos pelo destino, os jovens heróis descobrem rapidamente que eles são os únicos que podem salvar o planeta. Mas, para isso, eles terão que superar seus problemas da vida real e se unir como os Power Rangers.

Jason, Billy, Kimberly, Trini e Zack. A cada vez que um desses personagens ia surgindo em tela eu balbuciava seus nomes e destacava o uso das cores de seus uniformes, em boa parte bem expositivo, é verdade, mas também muitas vezes sutil, como a tesoura rosa que Kimberly usa para cortar o seu cabelo, que eu até poderia fazer uma análise mais profunda dizendo que o corte de seu cabelo com a tesoura rosa significava sua mudança de personalidade, uma nova Kimberly e blá-blá-blá, mas estamos num filme onde cinco atores de Malhação usam roupas de borracha, então a abstração não deve ser assim tão profunda.

Mas não encarem isso como uma crítica, já que Power Rangers tem seus melhores momentos quando abraça a fantasia de sua história, dessa forma, mesmo que soe necessário a construção dos personagens, suas motivações e o drama envolto do desafio individual e de equipe de cada, o peso dessa etapa é demasiadamente pesada e extensa, já que quase dois terços do filme é uma preparação gigantesca para um clímax de dez minutos. E por mais que eu, tão defensor de filmes maduros de heróis (se é que Power Rangers entra nessa categoria) e seja a princípio interessante ver o dilema do “temos que ter força de vontade e acreditar um no outro para blá-blá-blá” o fato é que todo mundo ali está ansioso para uma única coisa: Ver os cinco jovens vestidos com as fantasias de borracha e descendo a porrada ao ritmo de Loco Mía nos bonecos de massinha.

O diretor Dean Israelite consegue conduzir o longa, principalmente em sua metade inicial, com um ritmo bem interessante, apresentando seus personagens e dando amostras de algumas opções estéticas eficientes, como as duas sequências de acidente de carro. É uma pena, portanto, que o clímax seja tão sem criatividade, com uma luta que dura cinco minutos, colocando seus Rangers, que demoraram aproximadamente toda Era Jurássica para  morfarem vestirem as roupas, dentro dos Zordes, o que não deixa de ser uma enorme frustração e desperdício.

Apesar de todos esses contratempos, Power Rangers funciona como um passatempo ligeiramente divertido, afinal, quem nunca sonhou em vestir uma fantasia de borracha e sair por aí batendo em bonecos de massinha? (Não que seja o meu caso evidentemente, e FOTO nenhuma pode desmentir o que digo). E convenhamos, todo mundo que pagou o ingresso estava ali apenas para ver essa nostálgica aventura de nossas infâncias.

★ ★ ★ ★ ★

1 thought on “Power Rangers: O Filme (2017)”

  1. Ah filho que lindooooo ❤, amo relembrar power rangers. Com certeza marcou sua infância, e minha alegria de swr sua mãe. Vc é maravilhoso, amo suas críticas, amo vc.

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