O Destino de uma Nação (2017)

Darkest Hour
Direção: Joe Wright
Roteiro: Anthony McCarten
Gênero: Drama/ Guerra
Origem: Reino Unido
Duração: 125 minutos
Tipo: Longa-metragem
Elenco: Gary Oldman, Ben Mendelsohn, Kristin Scott Thomas, Lily James, Stephen Dillane, Richard Lumsden, Samuel West, Ronald Pickup, Charley Palmer Rothwell, Hannah Steele, Nicholas Jones, Philip Martin Brown, Brian Pettifer, Hilton McRae, David Strathairn, Jeremy Child, David Schofield, Nia Gwynne, Faye Marsay, Jordan Waller

Sinopse: Winston Churchill (Gary Oldman) está prestes a encarar um de seus maiores desafios: tomar posse do cargo de Primeiro Ministro da Grã-Bretanha. Paralelamente, ele começa a costurar um tratado de paz com Adolf Hitler e a Alemanha Nazista, o que pode significar o fim da 2ª Guerra Mundial.


CRÍTICA

Winston Churchill certamente é uma figura que oferece centenas de oportunidades e caminhos de abordagens para ser explorado no cinema: Sua personalidade particular, aliado á uma importância política e histórica inquestionável, dão a vida do Primeiro Ministro britânico na Segunda Guerra Mundial uma enorme e tentadora ocasião para se explorar… E sendo conduzida pelas mãos do ótimo diretor Joe Wright (de obras como Desejo e Reparação e O Solista) e vivido com a usual excelência de Gary Oldman, não deixa de ser uma enorme surpresa que O Destino de Uma Nação escorregue consideravelmente em sua execução.

Escrito por Anthony McCarten, O Destino de Uma Nação acompanha Winston Churchill (Gary Oldman) que está prestes a encarar um de seus maiores desafios: tomar posse do cargo de Primeiro Ministro da Grã-Bretanha. Paralelamente, ele começa a costurar um tratado de paz com a Alemanha nazista que pode significar o fim de anos de conflito.

Um dos principais problemas que encontramos na produção é o ritmo exageradamente lento, algo que jamais se justifica. Digamos que o ritmo lento fosse uma escolha para explorar mais afundo a personalidade de Churchill ou mesmo as entranhas da discussão política envolta da Segunda Guerra Mundial. Pelo contrário, Churchill, apesar da magistral atuação de Gary Oldman, é retratado como uma caricatura ambulante, absolutamente vazio, sem nenhuma exploração dramática – e confesso que a todo momento esperava que Churchill sentaria num banco de uma praça e se assumiria como Carlos Alberto de Nobrega.
De maneira igualmente infeliz é a construção política do cenário em que a Grã-Bretanha estava inserida naquele período. Dessa forma, as discussões a respeito da manipulação do povo, a entrada de Churchill no Ministério e a própria Operação Dínamo são retratadas de maneira grotescamente superficiais, limitando o filme a discussões arrastadas, bocejos de Churchill e nada mais interessante – e mesmo no clímax, até por já estarmos literalmente cansados, o desfecho é tão decepcionante quanto o restante do filme.

E O Destino de Uma Nação só não abraça o desastre completo, pois conta com grandiosas atuações: Encarnando Churchill com uma vivacidade inacreditável, Gary Oldman – provável vencedor do Oscar na categoria – retransmite trejeitos do Primeiro Ministro com magnitude. Percebam como Oldman se preocupa na expressão corporal e maneirismos de dicção de Churchill, possuindo abertura de momentos de tensão para utilizar seus tão saudosos gritos (Everyone!!!!) como só mesmo Gary Oldman sabe encarnar.
Lily James – que já havia me impressionado em Cinderela – reafirma seu talento e simpatia numa personagem que mesmo sendo explorada de maneira superficial (como todos os personagens no longa) consegue dar uma dramaticidade e energia interessante a Elizabeth Layton.

Decepcionando por uma estrutura simplória e com uma exploração de trama e personagens rasas, O Destino de Uma Nação é uma combinação teoricamente de elementos perfeitos (História – Direção – Atores) que dá errado. Salva alguns pontinhos pelas performances de Gary Oldman e Lily James… Mas não a ponto de salvar uma nação.

★ ★ ★ ★ 

1 comentário Adicione o seu

  1. adriana idalgo Ferraz disse:

    Puxaaaaa concordo com você, vc é ótimo, suas críticas são um sucesso, que talento hein.

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