O Paradoxo Cloverfield (2018)

The Cloverfield Paradox
Direção: Julius Onah
Roteiro: Oren Uziel (roteiro), Doug Jung (roteiro)
Gênero: Ficção Científica/ Suspense/ Terror
Origem: Estados Unidos
Duração: 112 minutos
Tipo: Longa-metragem
Elenco: Gugu Mbatha-Raw, Chris O’Dowd, Zhang Ziyi, Daniel Brühl, Elizabeth Debicki, David Oyelowo, Aksel Hennie, John Ortiz, Roger Davies, Clover Nee, Donal Logue

Sinopse: Uma descoberta chocante obriga uma equipe de astronautas dentro de uma estação espacial a lutar por sua sobrevivência enquanto sua realidade é alterada.


CRÍTICA

Quando soube repentinamente, durante o Super Bowl, que a Netflix lançaria um novo filme do universo Cloverfield, não posso negar que fiquei absolutamente empolgado com a notícia. Afinal de contas, o universo da produção criada por J.J. Abrams conta com a obra-prima Cloverfield – O Monstro e o excelente Rua Cloverfield, 10, que dentro de suas propostas ousadas – cada um em seu estágio – entregavam obras de enorme qualidade.
A partir de agora discutirei pontos importantes da trama (Spoilers!), portanto apenas aqueles que já assistiram ao filme devem continuar a leitura. Mas já devo adiantar que as revelações que serão feitas servirão apenas para categorizar O Paradoxo Cloverfield como uma gigantesca decepção.

Escrito por Oren Uziel e Doug Jung, o filme acompanha uma tripulação acerca de um experimento científico envolvendo um acelerador de partículas que dá resultados inesperados e os astronautas acabam ficando isolados a bordo de uma estação espacial. Diante da descoberta que afeta diretamente as vidas de cada um e também todo o conceito do que é real, a equipe precisa encontrar uma maneira de sobreviver.

Devo confessar que nos primeiros vinte minutos me senti relativamente empolgado com a plote do filme: A ideia de que os eventos retratados em Cloverfield foram causados pelos próprios humanos é um interessante caminho a ser percorrido. O grande problema é que o roteiro de Uziel e Jung parece não entender que filmes que abordam viagens temporais – e aqui no caso em outras dimensões – devem ter um roteiro absolutamente amarrado, para que eventuais furos não atrapalhem o andamento da obra. Exatamente o oposto ocorrido nesse Paradoxo, já que além da inacreditável falta de lógica no roteiro, o filme é literalmente confuso, faz uma salada indigesta e ainda para piorar deixa de lado as discussões que supostamente levantaria no começo do filme: Como de fato aquela tripulação CAUSOU os eventos Cloverfield?? A resposta no fim é que aquela tripulação simplesmente causou os eventos porque os roteiristas acharam que seria “legal”. Percebam como a partir do momento em que a personagem de Elizabeth Debicki entra em cena e as viagens temporais/dimensionais/sensoriais ou qualquer merda que você queira ganham forma, Paradoxo Cloverfield caminha profundamente rumo a um desastre colossal – e toda a sequência do braço, que poderia tranquilamente simbolizar um tapa na cara do espectador, ou que talvez durante o processo de filmagens um dos roteiristas perdeu um braço, é absurdamente pavorosa.
Do outro lado, temos uma subtrama envolvendo o marido da personagem de Gugu Mbatha-Raw que não acrescenta absolutamente nada ao filme: E devo admitir que, tamanho o nível de absurdo que o filme ia caminhando, imaginei que a garota Molly seria no final a causadora do evento Cloverfield – ou a filha do estreante diretor Julius Onah.

Desperdiçando uma enorme oportunidade e nem ao menos conseguindo ser um bom passatempo, O Paradoxo Cloverfield lamentavelmente segue um caminho desastroso durante o desenvolvimento de sua história – e personagens – criando uma confusão e estrutura insustentável, nos fazendo torcer para que os tais monstros invadam logo a nave Cloverfield e derrube toda aquela tripulação.

★ ★ ★ ★ ★

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s